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Parte 2: Meu tão sonhado Parto Domiciliar (nascimento da Giulia) – por Ma Morini

7 nov

E na segunda feira, 15 de setembro, acordamos eu e Pietro, estranhos. 38 semanas e 1 dia de gestação.

Saquei uma energia diferente no ar. Sabia que algo aconteceria e desconfiava muito que poderia parir naquele dia. Nossa rotina básica não se encaixou nesse dia. Estávamos aéreos.

Tinha feito as unhas no sábado, ja pensando que o parto se aproximava. Escolhi um esmalte lilás nas unhas, alias, eu passei quase toda gestação em sintonia com essa cor. Capa da almofada de amamentação, soutien de amamentação, tudo nesse tom. E entrei numa parada de comprar flores pra casa. Cada ida a feira, era um vasinho que eu trazia.

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Aproximadamente as 10 horas, enquanto trocava a fralda do Pi, me movimentei na cama de um jeito que forçou a musculatura da pelve. Nessa hora senti descer alguma coisa. Fui ao banheiro e era um líquido limpido. Pouco liquido. Nesse momento, gelei e deixei o iPad cair, que estava em uma mesinha no banheiro. Trincou a tela e com certeza aquilo foi mais um sinal, eu ia parir aquele dia.

Liguei pra parteira Karina e ela me disse que talvez a bolsa havia se rompido de forma alta. Porque eu perdia liquido numa quantidade muito leve e não saía o tempo todo. Ela pediu que eu a informasse caso surgisse a primeira coliquinha e se tivesse contrações. Ela ainda brincou dizendo que ficava com a pulguinha atrás da orelha comigo, porque o parto do Pietro evoluiu rapidinho, e o da Giu poderia ser mais rápido ainda.

Ao meio dia eu tive a primeira coliquinha, mas não contei pra ninguém.

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As segundas feiras eu costumo levar Pi numa senhorinha pra benzer. E nesse dia não seria diferente. Fomos e minha barriga também foi benzida. Saí de lá super pronta pra parir. Me sentindo iluminada, abençoada, forte.

Umas 14h, avisei a Ka que estava com cólica fraca, contrações idem e que eu estava super de boa. Por precaução, ela pediu a Thaís que viesse me ver.

Passei a tarde vendo Call The Midwife, dando atenção ao Pi e ajeitando umas coisinhas. Fiz mala da maternidade (caso precisasse do plano B), lavei louça, guardei as coisas para o PD em uma gavetona (toalhas e lençóis lavados e passados, absorvente pós parto, calcinha decartavel, lençol descartável, bolsa de água quente, peneira, etc), fiz chá de calêndula com camomila e coloquei em forminhas de gelo (pra usar no períneo no pós parto) e deixei todos os exames da gestação, documentos e plano de parto em um envelope em cima da mesa.

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Aí marido liga. Contar ou não contar que a parteira iria em casa me examinar? Poderia ser só os pródromos e eu ia preocupá-lo a toa. Contei. Mas pedi que ficasse em paz, de boa, que se nascesse, seria a noite.
Até parece que ele ficou de boa. Saiu da empresa e veio pra casa. No meio do caminho me liga, lembrando que estava no rodízio. Haha
Dias depois a multa chega 😒

As 18h Thaís chega e decidimos fazer um exame de toque. No grau baixo de dor que eu estava, achava que estaria com 1cm ou nada. Para minha surpresa, 4cm 😄 É, eu estava em total sintonia com meu corpo. Íamos conhecer nosso bebe muito em breve.

Fui fazer café e deixar coisinhas de comer na mesa, pra mim e pra todo pessoal. Amamentei Pietro. Marido chega. Vou pra bola. Altos papos com a Thais, sobre a filhinha dela, sobre a gestação, sobre o tempo, sobre a vida. Amamento Pietro. Marido infla piscina. Fica ansioso. Eu dou alguns coices no pobre. Peço que ele fique de boa. Ressalto que poderei virar o bicho quando as contrações mais fortes chegar. Amamento Pietro. Dores aumentam um pouquinho. Amamento Pietro. Recebo massagem do marido, enquanto Pi brinca pelado, entrando e saindo da piscina. Ligo pra fotógrafa. Dores aumentam. Karina chega. Lela fotógrafa chega.

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Tudo estava caminhando tranquilamente, mas tem que ter um momento de caos, se não não tem graça.
Pietro acompanhava tudo de perto, se divertiu em encher a piscina, em nadar, em ficar pelado. Ficou a vontade com as meninas e encantado com a maquina fotográfica da Lela. Ele sabia que aquilo tudo era pro nenê nascer. Ele viu muitos videos de nascimento comigo.

Só que aí o menino cansou de esperar. Chegou no limite dele. Estava exausto. Cansado. Querendo a rotina dele, a mamãe com a teteta, deitados na cama, de pijaminha, prontos pra dormir. Só que onde eu estava? Eu estava na piscina, tendo contrações fortíssimas, com dilatação total, na partolândia minha amiga.

Pietro começa a chorar desesperadamente. Renato não consegue, de jeito nenhum, fazer Pietro dormir. Chamei Pi pra ficar comigo na agua, dei peito la dentro e ele chorava e pedia para deitarmos na cama dele. Saí da piscina e amamentei o menino no sofá. Ele fechou o olho, dormiu e logo em seguida me veio uma contração ferrada, no mesmo instante eu desplugo Pi do peito e peço que Renato o chacoalhe. Mas aí Pi acorda e começa todo o desespero novamente.

Volto pra piscina e ordeno que Renato faça o filho dormir. Eu escutava o choro dele, olhava pras meninas, me concentrava, xingava Renato por dentro, por não conseguir acalmar o menino. Escutava Pietro tacando as coisas no chão e sentia a agonia, o desespero e a solidão dele. Eu sentia o mesmo e ficava imaginando como seria cuidar de dois filhos. Ele ainda tão pequeno e tão dependente de mim.

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Mais uma vez eu decido sair da piscina. Discuto com Renato e por fim, deito na cama com Pi. Todos saem de perto e nos deixam a sos. Tenho contrações fortissimas, daquelas que não se encontra mais posição confortavel. Pietro dorme. Desplugo ele do peito com muito cuidado pra tudo não se repetir e consigo. Respiro aliviada por um instante, até outra contração me tomar conta.

Levanto da cama dele e vou pro meu quarto. Nessa hora vejo um sangue bonito escorrer pelas minhas pernas. As meninas ajeitam tudo por lá. Sinto um calor infernal. Marido me abana com um leque salvador. Nesse momento já estou totalmente sem roupas. Nem aí pra aparência, em quem me via ou não. Alias, não consigo me lembrar em que momento tirei os oculos, o Japamala do pescoço, que tanto me deu força, presente especial da amiga Ju 💚. Não me lembro em que momento tirei o top. Total partolandia.

Em minha cama não encontro posição. Como doí, eu tinha me esquecido. A Ka pergunta se quero voltar pra piscina e eu topo. Lá vamos nós outra vez ajeitar tudo na sala. Entro na água. Recebo massagens incríveis da Ka. Ela joga agua na minha barriga tambem. Quanto cuidado. Eu só queria parir logo.

O parto de uma girafa não saía da minha cabeça. Esse parto aqui. Quando conversava não conseguia concluir o raciocínio. Na cabeça passavam muitas coisas. Muitos sentimentos de uma só vez. Não tinha palavras pra aquilo tudo. Ficava mentalizando o bebe passando, o útero se abrindo, tudo se abrindo. Rezava. As vezes minha vontade era ficar com as pernas fechadas. Mas aí me lembrava que precisava me abrir, que para toda aquela dor parar, o bebe tinha que nascer.

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E aí no meio dessa confusão toda de sentimentos e pensamentos, sinto a cabeça do bebê pressionando. Tudo começa a queimar. Solto uns gritos. Digo que tá doendo. Alguém me diz para colocar a mão e sentir a cabecinha. Coloco a mão e como uma criança desapontada, digo chorosa que não sinto ainda a cabeça. Mais uma contração e a vontade de fazer força surge. Na minha cabeça uma confusão entre fazer força ou não, deixar vir naturalmente ou forçar? Escolho fazer força e a cabecinha, finalmente nasce. Escuto o chorinho ❤️

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Com o corpinho ainda dentro de mim, ela já chorava. Anunciando ao mundo sua chegada.
A posição que melhor encontrei foi a de quatro apoios na piscina. Ela nasceu metade dentro, metade fora d’água. As mãos do pai e da Thaís a recepcionaram.

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Como havia pedido, ninguém me contou se era menino ou menina, eu queria ver com meus próprios olhos. O pai ja sabia que era nossa menininha.
Me virei, pulei o cordão umbilical e pude constatar e me emocionar e chorar e finalmente pegar minha pequena no colo. Nossa Giulia. Nome escolhido pelo irmão.

Era terça feira, dia 16 de setembro de 2014. As 00:55h.

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Continua…

Parte 1: Meu tão sonhado Parto Domiciliar (Nascimento da Giulia) – por Ma Morini

16 out

E ela foi concebida na madrugada de reveillon, no primeiro dia do ano de 2014, com muito amor e consciência.

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Que diferença de uma gestação pra outra (a gente compara, não tem jeito). Nessa, já engravidei bem mais magra, embora tenha engordado 20kg em ambas. Minha cabeça era outra, estava muito mais informada, muito mais empoderada, muito mais madura, sábia, atenta ao meu corpo, mais confiante nele e na natureza, mais ativa, serena, com cabelos lindos (do jeito que ele nunca foi), sem inchaços (nem no fim fiquei inchada, isso é um milagre), pele boa e quase nada ansiosa.

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Logo que soube da gravidez já sabia que seria parto domiciliar e não hospitalar, como conto aqui como foi o do Pietro. Sempre falava pro marido que se eu engravidasse, nasceria em casa e ela nasceu 😍
Procuramos um grupo de Apoio a Maternidade Consciente (esses grupos de apoio são essenciais para quem procura um parto normal, natural, humanizado, respeitoso, seja domiciliar ou hospitalar).
Escolhemos a ComMadre, porque sabia que a Ka Trevisan atendia lá e como ela tinha me dado aula no curso de doula, super estava simpatizada.

Passei também em consultas com uma obstetra do meu plano de saúde, escolhi a mais próxima de casa, só para ter as guias dos exames e faze-los pelo convênio (porque não dá pra fazer todos os mil exames de um pré natal pelo particular). Sabemos que é impossível ter um parto natural através dos convênios médicos 😪
NÃO recomendo que façam isso, a não ser que se esteja muito segura de suas escolhas para parir.
Dei sorte em não ter pego uma medica que me indicaria cesárea a todo custo, que me botasse medo e sei lá mais o que. Nunca conversamos sobre os meios de nascimento e isso pra mim foi ótimo, porque não precisei contar que ela não seria minha obstetra na hora do parto. As consultas eram rápidas e ela nunca me fez um exame de toque sequer.
Passei com ela até 35 semanas.

Pietro foi comigo em todas as consultas. Com a parteira, com a GO, nos exames todos e isso foi muito importante pra ele se sentir inserido nesse novo momento e pra entender que em breve teria mais um membro na familia. E também pra ficar a vontade com a parteira, que afinal estaria em casa no momento do nascimento da irmã.

Escolhi não saber o sexo. Queria passar por essa experiência, de só saber se era um menino ou uma menina, na hora do nascimento. Nos relatos que li e que fizeram assim, a emoção era enorme. E foi muito importante pra mim tratar e amar meu filho no ventre, sem rótulos, sem gênero. Apenas amar e aceitar.

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Amamentei Pietro a gestação toda e nunca tive sangramento, nem ameaça de parto prematuro em nenhum instante. Constato que isso é besteira, que pode sim amamentar gestando (se já fazia isso antes, o corpo está acostumado com a carga de ocitocina que recebe).

Optei em não ter doula, por alguns motivos… 1. porque viriam em casa duas parteiras, a Ka e a Thaís Bernardes (elas não são doulas, são parteiras, mas sabia que estaria muito bem amparada), 2. pra economizar grana pra pagar a fotógrafa, 3. porque eu estava muito segura em parir e 4. porque ensinei ao marido algumas massagens, dava pra ele quebrar um galho.

Mas eu SUPER recomendo que tenham uma doula no parto e também no pós parto. Se tivesse mais condições financeiras na época em que a Giu nasceu, eu teria contratado, com certeza.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:

· Diminui o uso do fórceps em 40%
· Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor
· Reduz o risco da depressão pós-parto
· Sucesso na amamentação
· Maior auto estima da mãe
· Maior satisfação com relação ao parto
· Diminui as taxas de cesárea em 50%
· Diminui a duração do trabalho de parto em 20%
· Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40%
· Diminui os pedidos de anestesia em 60%

…continua

Sobre meninos e pintos…

27 set

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Estou há décadas para escrever sobre o pinto do Pi. Mas me faltava mais assunto, entendimento, vivência e conclusão da coisa toda.
Tá pensando que lidar com pinto é fácil? Aqui não foi muito não. Eu explico…

Desde que Pietro nasceu e até hoje (2 anos e 6 meses), ele tem o pinto bem fechado. Só passa o xixi ali pelo furinho e boa.
Isso nunca me encanou, até o pai da criança ver que o bichinho era extremamente fechado, pra começar a neura. Neura muito mais dele do que minha…

Eu dizia: “pra quê mexer aí?” “deixa que a natureza se encarrega de abrir” “como as índias fazem com seus rebentos homens? por acaso saem correndo pra farmácia pra comprar pomadas com corticóides?” “como foi contigo? vc usou pomada? não, né?” “meu pai, meus avôs, tios, irmãos e primos nunca usaram nada no pinto.”

A chata do pinto eu me tornei…eu sei.

Já passei Pietro em 4 pediatras até hoje (finalmente encontramos o nosso querido humanizado…post sobre ele muito em breve S2) e aí que 2 deles nos indicaram o uso de uma pomada com corticóide no pinto do Pi.

E um deles, o frankenstein da fimose, nos indicou cirurgião e tudo o mais…para uma criança de 2 anos. Blé…
Eu ia levando as consultas (que ocorriam raramente, pq Pi nunca foi de ficar doente…graças) em banho maria. Não discutia com o médico, que é um senhor já bem de idade.
O que ele falava sobre “pinto muito fechado” entrava por um ouvido e saía por outro.
E na boa, eu nunca fui de exaltar médico. Ainda mais esses que chegam com a mesma “fórmula” de criação para todas as crianças. Sempre ouvi muito mais minha intuiçao e sim, já cheguei a mentir pra pediatra pra não levar bronca e pra evitar discussões.

Até que em uma consulta com o frankenstein da fimose, a ultima com esse ser, que só levamos Pietro lá pq ele estava com uma tosse terrível…o médico começou a dar uma bronca MOR em nós. Que onde já se viu deixar o pinto do menino fechado daquele jeito, que ele já tinha nos “mandado” ver um cirurgião e blá blá blá… Até aí beleza… Fui ouvindo com o “tô nem aí” ligado.
Só que na hora de examinar, ele simplesmente puxou o pinto do Pi bruscamente e começou a sangrar… Só isso.

Preciso nem contar como fiquei pê da vida, né? Levei meu filho lá pra ser examinado por outros motivos…não pelo pinto fechado.

Enfim, troquei Pietro, dei colo, dei o peito, acalmei, conversei muito com ele, pedi desculpas por ter deixado o médico examiná-lo (morri de culpas e a vontade que eu tinha de chorar era mil) e disse também pro Pi que nunca mais voltaríamos ali.
Fui curta e um pouco grossa com o médico e nunca mais voltamos. Hoje me arrependo de não ter sido muito mais grossa com ele. Fui respeitosa demais por ele ser já bem velho 😥

E somente “graças” a esse episódio é que me convenci (e convenci o marido) que nosso filho precisava de um pediatra bacana. Pra ele, principalmente e para nós, pais.

Já tinha lido sobre o Cacá, já sabia de sua humanização e haviam ótimas indicações e relatos sobre ele.
Em outro post vou contar como foi essa consulta 🙂

Cacá foi bem sensato e notou que eu estava mais voltada para o “NÃO mexer no pinto” e o marido mais voltado para o “TALVEZ usar a pomada”. Cacá disse uma coisa que achei bem certa… Ele sugeriu para deixar essa escolha nas mãos do homem…do pai… Pq o pai é que também tem pinto e entende mais sobre isso. Nos sugeriu botar a mão no coração e na consciência, resolver essa história e ficar tranquilos com a escolha final.

E aí que eu encontro um texto da Kalu Brum, muito EU, sobre o assunto. Enviei ao marido e por fim, ficamos bem tranquilos com a questão. Não vamos mexer no pinto do Pi. Nada de pomadas, exercícios, nada… Vamos observando e eu sinto que a coisa vai fluir naturalmente.

O texto é esse aqui – http://vilamamifera.com/mamiferas/uma-visao-mamifera-sobre-fimose/

Um trecho dele:

“Vamos pensar: se a maioria dos meninos naturalmente terá a pele descolada, para que intervir com cirurgia ou uso de pomada?
Algumas mães, orientadas erroneamente por pediatra, submetem os filhos à dores. Li numa discussão uma mãe que disse que o pediatra puxou a pele à força (em 3 etapas – uma a cada dia). E que o bebê chorou pouco (justificando que não deve ter doído).
Voltando às estatísticas: se a maior parte das fimoses se resolvem até 4 anos para que intervir? E se a mesma permanecer, adolescência a fora, aí o garoto pode ser submetido à cirurgia, conscientemente, fazendo repouso. (Imagina obrigar uma criança de 5 anos a ficar de repouso?!).”

E que fique BEM claro aqui, que eu NAO estou atacando quem optou em fazer o uso da pomada em seus filhos, ok?
Sou do “cada um sabe o que é melhor e o que funciona em suas próprias vidas, famílias e lares”. Tanto que minha amada Ju Blasina, fez uso da pomada no Dimi e super deu certo pra eles. Sem neuras…

🙂

Nossos achados

27 maio

Raramente compramos brinquedos novos aqui em casa.

Estamos sempre nos brechós, bazares e feiras de trocas que rolam aqui em SP.
Perto de casa tem o bazar da APAE, ali na Rua Leandro Dupré e o brechó Tiãozinho, da Casa Espírita Casa do Caminho, ali na Rua Estado de Israel. Onde toda venda é destinada a ajudá-los.

Quando enjoamos dos brinquedos que temos aqui, doamos novamente para esses locais ou então trocamos por outros brinquedos nas feiras de trocas.

Tem feira de troca na Casa das Rosas, na Av Paulista – http://www.casadasrosas.org.br/agenda/feira-troca-tudo-sem-dinheiro-at-conselho
E no site da Alana tem mais locais de trocas – http://mobilizacao.alana.org.br

Gente, é muita diversão quando levo Pietro nesses lugares. O menino brinca, se socializa, se perde no meio de tantas coisas e volta feliz da vida pra casa.

Resolvi fazer esse post porque estamos na Semana Mundial do Brincar (confira as programações em sua cidade aqui – http://semanamundialdobrincar2014.wordpress.com/por-local/ ) e criança gosta é mesmo de brincar e não de ter.

Não deixe de participar da Blogagem Coletiva – https://www.facebook.com/login.php?next=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fgroups%2Fblogagemcoletivabrincar%2F244492739079912%2F%3Fnotif_t%3Dgroup_activity

E de acompanhar tudo que tá rolando – https://pt-br.facebook.com/SemanadoBrincar

Logo abaixo os banquinhos, que encontrei por menos de 4 reais cada um. Encapei com um tecido adesivo que tinha aqui. Pietro faz tudo nessa mesa e ama seus banquinhos 🙂

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Oinnn…paguei menos de 3 reais nesses bonequinhos. Meus xodós. Uma maneira muito legal de explicar ao Pi que ele vai ganhar um irmão ou uma irmã S2 (posts sobre a gestação e tudo mais, muito em breve)

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As comidinhas de brinquedo…Pietro está numa fase que adora as bichinhas. Encontrei algumas no brechó e algumas garrafinhas que imitam leite, água e molho. Por 2 reais isso tudo.
O menino adora alimentar a boneca, o dino e o Shrek 🙂

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Chapéus… Encontramos um de engenheiro e outro de caçar jacaré (oi?). Paguei 2 reais em um e 1 real no outro.

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Saquinho com quatro dinossauros por 2 reais e outro saquinho com um monte de criaturas do mar por 2 reais também…

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Sempre renovo os brinquedos do Pi dessa maneira, passo pra frente os velhos e a gente brinca muito. Sem contar as blusas para gestante que tenho comprado pelos brechós também…

Super útil, econômico, sustentável e divertido.

Vem brincar também!

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E aí o pai encontra esse achado…

14 jan

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…escrito 3 meses antes do Pi nascer.

“Filho, seu mundo deve ser gostosinho.
Tem um gabirrão, que mais parece um aquário, para acomodar você. Tem alimento o tempo todo. A mãe é calma.
Aqui em casa já tem seu irmão esperando. Você vai notar que ele tem tração nas quatro rodas (e nós – sua mãe, seu pai e você – só em duas), dorme mais de 12 horas todo santo dia e fala só com os olhos e com as patas. Ele late, mas é bem medroso. Tem voz de Nelson Gonçalves, mas na hora agá ele é baitolinha – o amigo ideal para você, pois é quase uma pelúcia. Tem um bafo esquisito, mas com isso aí você acostuma (o bafo do pai, quando come alho e cebola, fica parecido).
Quando você vier para cá, vai sentir saudades aí de dentro e vai chorar. Não faz mal, isso passa. Depois a gente fica velho e guarda no subconsciente uma recordação daqueles 9 meses de serenidade que viveu no gabirrão.
Filho, vem logo, mas vem no tempo certo, tá? Estamos esperando você, nós três.”

Por Renato Maluf

Dicionário Pietrês

12 jan

Pietro acaba de completar 1 ano e 10 meses e incrível como vem evoluindo com a fala.
É muito engraçado. Cada dia uma descoberta nova.
E eu, como uma uma mãe nada babona que sou, tinha que fazer o dicionário Pietrês, né?

Gu = Gru (malvado favorito)
Cai = Caio (malvado favorito)
Papai = o pai dele e pode ser tbm o Papai Noel
Vovó Mi (vovó Amire)
Vovô Cú (vovô Makul)
Có= cobra
Cocó = galinha
Pis = peixe, vale tbm pra pizza
Piiii = ele mesmo
Bô = borboleta (ele fala seguido de um bater de braços, imitando a borboleta voando)
Pa = pavão
Cahh= cavalo e pode ser tbm macaco
Áááhh =agua
Au au = cachorro
Zezuis = jesus
Bóó = bola
Gigi = Gisele Bündchen
Coco = pra água de côco e tbm qdo acaba de fazer cocô.
Xiii = xixi
Mumu = Mamãe (oinnnnnn)
Teteta = leitinho da mamãe

E para dinossauro, dragão, jacaré e ogro, ele ruge.

Mordo muito essa criaturinha minha.

😉

Missão dada é missão cumprida

8 nov

por Renato Maluf

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… e a mãe chegou para o pai, altiva, poderosa, irrebatível, dizendo:

– Marido! De hoje em diante o banho do Pi é com você.

– Hm… ok, embora eu não seja tão bom nisso, está combinado.

Comecei a brincar com ele, correr para cá e para lá, botei o moleque no pescoço, giramos, pulamos, mas, de repente, comecei a sentir um cheiro estranho.

– Mãe, ele fez cocô?

– Não sei, veja você mesmo!

E ela sabia! Mas escondeu o jogo! Quando puxei a fralda para dar uma olhada lá na região do cóccix, fiquei com o indicador e o médio atolados, até as falanges proximais, num monte de lama.

– Mãe! Ô, mãe! Ele fez um quilo de cocô!

– Hahahahahahahaha! Então vai dar banho!

– Você já havia visto, né?

– Claro, mas o banho não é comigo.

Beleza de Método Montessoriano que ela aplicou comigo. Quero ver, ainda, onde é que isso está escrito, no livro da Laura Gutman.

No banheiro, tirei a fralda. A danada pesava perto de 600g. Limpei o que deu, passei o lencinho umedecido, e toca pro banho, rapááá!

Até então eu não lavava a cabeça, por medo do ardor nos olhos, da moleira, enfim, medo.

Mas até que foi um banho bem dado. Sem resquícios de cocô ao fim, sovaquinhos lavados, pescoço idem, enxuguei bem, passei Cetrilan, troquei a fralda, botei uma camiseta e… pronto!

Depois daquele dia dei alguns banhos, mas não mais que a mãe. Ela estava me dando uma lição, pois consegue dar banho no garoto com as mãos amarradas nas costas, vestindo luvas de boxe e pendurada no chuveiro de ponta cabeça. É covardia, né?

Valeu o aprendizado: se deixar, o pai só brinca e não presta a menor atenção ao que está se passando com o filho…

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Imagem retirada daqui

Musicalização

3 nov

E Pietro participou de sua primeira musicalização 🙂

O evento aconteceu ontem (02/11/2013), na livraria Panapaná, que descobri recentemente perto da minha casa. A livraria é um encanto só. Brinquedos educativos, livrinhos ao alcance da garotada, um sonho.

Pietro brinca horrores quando vai lá. Até o pai dele, junto de outros adultos, entraram na dança dia desses. Todo mundo brincando com peões. Delícia voltar a ser criança, viu?

O atendimento é delicioso, pessoal super bacana, a gente se sente muito bem recebido, sabe? Com conexão e atenção de verdade.

Para quem estiver passando pela Rua Leandro Dupré, 396 (Vila Clementino – SP), dê uma passada por lá. Garanto, não vão mais querer sair de dentro. Ahh, e quem vai de bike, ganha desconto ;]

Sempre rola alguma programação legal (música, contação de história, oficinas, etc). Só acompanhar no site ou na página do facebook.

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Sobre a musicalização, ela aconteceu com as meninas do Macuru Musicalização Infantil, que tem como proposta proporcionar um momento de diversão e aproximação entre crianças e adultos por meio de atividades que estimulam o prazer de ouvir e fazer música.

Pietro adorou e eu também. Aliás, todos ali presentes, amaram.

Mas o que é a musicalização?

Na musicalização infantil as crianças são aproximadas aos elementos da música através da linguagem lúdica, a partir da idéia de que a música é um jogo.
A música também é um meio de comunicação. Desperta sensações e sentimentos. Nos comunicamos através da música.
Com os exercícios propostos na musicalização, a criança desenvolve a criatividade, a sensibilidade, o senso rítmico, sua concentração e memória, atenção, a psico-motricidade, autodisciplina, socialização, amplia suas possibilidades de expressão, e gera uma capacidade de se perceber corporalmente e perceber o outro. (palavras das meninas do Macuru).
E viva a música!
Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Obs.: esse NÃO é um post patrocinado.

Marcha pela Humanização do Parto 2013 – SP

20 out
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Foto do facebook da Marcha

E ontem rolou, em mais de 30 cidades do país, a Marcha pela Humanização do Parto 2013, que luta pelo fim da perseguição as instituições e aos profissionais humanizados, pelo respeito e seguimento às evidencias científicas recentes, pelo direito a ter uma doula presente em qualquer situação, pela valorização do parto normal, pela educação sexual nas escolas (onde o parto seja mostrado como forma fisiológica), pelo fim da violência obstétrica e para cobrar agilidade no julgamento da ação movida pelo Ministério Público em 2010 para que a Justiça condene a Agência Nacional de Saúde (ANS) a REGULAMENTAR OS SERVIÇOS OBSTÉTRICOS realizados por planos de saúde privados no país .

Eu estive presente na marcha da Av. Paulista e foi linda demais, de arrepiar! A começar pelo dia, bonito e sorridente e pelo sol maravilhoso.

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Estavam presentes mais ou menos 300 pessoas, entre famílias com crianças e bebês fofos nos slings e profissionais da saúde (minha parteira dos sonhos estava lá, como sempre está em todo movimento relacionado a humanização, e como é forte e linda aquela mulher – love Ana Cris Duarte).

1, 2, 3, 4, 5 mil…parto humanizado para todo o Brasil.” – esse era um dos gritos de guerra, e a gente gritava e batia palmas e Pietro na onda, participando todo feliz e questionador. Filho da revolução!

Pietro na Marcha, lutando por mais humanização <3

Pietro na Marcha, lutando por mais humanização ❤
Foto: arquivo pessoal

A marcha começou em frente ao prédio da Gazeta e foi até o Fórum da Justiça Federal Pedro Lessa, onde lá chegando, a obstetriz Ana Cris Duarte leu uma carta ao Juiz da 24a Vara Civil Federal, que dizia sobre os riscos que a cesárea traz à mulher e ao bebê, as taxas de mortalidade neonatal e os direitos da mulher. Ela também pediu prioridade na sentença da ação civil, que encontra-se na mesa do juiz DESDE O ÚLTIMO 19 DE AGOSTO à espera de uma definição.

Fiquei muito emocionada enquanto ela lia. Espero que o tal juiz se emocione também e tome logo as devidas providências.

E que venham os novos eventos/marchas/ações dos ativistas. A realidade/comodidade obstétrica do Brasil precisa ser mudada já!

Foto: Laura Silva

Foto: Laura Silva

Mais notícias sobre a Marcha 2013: aqui na Revista Crescer, aqui no UOL, aqui no G1, aqui no Cientista que virou Mãe e aqui no Mamatraca.

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Ma Morini

M* de filho é m* de pai

19 set
por Renato Maluf
RM
O Pi completaria um ano, e a Mari já organizava a festa fazia pelo menos uns dois meses.
Um belo dia, tivemos que ir a algumas lojas de acessórios para tais fins, e compraríamos copinhos descartáveis, balões, chapeuzinhos e outras coisas mais.
Ele estava com onze meses e uns dias, ou seja, tínhamos que comprar ou comprar, e o prazo era curto, pois na semana seguinte viajaríamos para o interior, onde a festa aconteceria.
Filho no meu colo, de ‘cadeirinha’: eu sempre o segurei ‘sentado’ em meus braços.
Na primeira loja, nada; na segunda, nada. Na terceira, finalmente, encontramos o que a mãe queria; porém, de repente, comecei a sentir um cheiro de… hm… fim de festa?
Era um cheirinho forte, que penetrava pelas narinas, acintoso. Quando olhei para baixo, batata: ele havia feito um cocozão pastoso como nutella, e a fralda não dera conta. O cocô subiu, desceu, saiu pelos lados, etc. A minha camiseta azul ficou azul e marrom.
Grudei meu filho mais ainda em mim, quando notei, e mostrei só para a mãe dele. Por onde eu passava, as pessoas me olhavam.
Para todos os efeitos, eu havia soltado um pum. Era minha a culpa. Eu a assumira.
Fomos para casa, de acessórios comprados, e então limpamos o garoto. Minha camisa demorou a querer largar o marrom-amarelado daqueles ‘montinhos macios’. Só na “5 à Sec” conseguiram fazê-lo.
Mas é isso:
ser pai é assumir a c*g*da do filho como sendo a sua própria c*g*da, ‘cause life must go on’
e, de preferência, com a família unida.
coco_de_bebe[1]
(foto daqui)

O papel da PLACENTA

9 set

Imagem do Google

Já pararam pra pensar sobre a importância da placenta?

Ela simplesmente alimenta nosso filho por toda gestação, faz com que ele tenha todo oxigênio necessário para ficar vivo e ainda evita que coisas maléficas passem para ele. Fico besta só de pensar que a placenta só pára de funcionar no momento em que o bebê realmente consegue passar pelo canal de parto, e só então chega a vez de seu próprio nascimento.

Ela é perfeita.

Li uma história muito bonita sobre os índios e a placenta. Que diz mais ou menos que em uma determinada tribo, as placentas de todas as mulheres que parem, são enterradas ao pé de uma árvore. Eles chamam essa árvore, de árvore da vida, ela é a maior, a mais viva e a mais bonita de todas as árvores. Em uma outra tribo, eles usam o cordão seco para fazer um bracelete de proteção para a criança. São usadas também por homeopatas e tem até gente que come placenta.

E recentemente me interessei pelas Cápsulas de Placentas, prática constante nos EUA e com cada vez mais adeptos no Brasil.

Foto

As cápsulas. Foto retirada daqui

Placentofagia é o nome que se dá para quem come placentas, ato comum entre os mamíferos.

Extraí um trecho da revista Crescer (de outubro de 2011), com uma excelente explicação:

O movimento atual em prol da placentofagia começou há cerca de cinco anos em Las Vegas, por conta do ativismo de Jodi Selander, uma psicóloga americana que construiu uma proeminente indústria da placenta. “Minhas pesquisas com animais foram usadas para basear a afirmação de que isso é benéfico para os seres humanos”. 

Com a promessa de aliviar os sintomas da depressão pós-parto, auxiliar na produção de leite e repor nutrientes perdidos durante a gravidez, Jodi desenvolveu e passou a disseminar uma técnica de encapsulamento de placenta. “Depois que a placenta é totalmente desidratada, ela é moída até virar um pó fino, e esse material é colocado em cápsulas de gel”, diz Jennifer Mayer, encapsuladora, doula e preparadora de placenta, que utiliza o mesmo método de Jodi.

Gente, tem até curso para se tornar uma encapsuladora de placenta. Amei! a louca

E preciso nem dizer, que a maioria das mulheres que praticam a placentofagia, são adeptas do parto domiciliar. Dessa forma fica mais fácil e sem burocracias para a mulher ter o que é de direito dela, sua própria placenta.

Óin, que kit mais amor. Cápsulas da placenta nos vidrinhos, um desenho com o carimbo da placenta, para guardar pra toda vida e o cordão umbilical já seco, em forma de coração. Imagem daqui.

Óin, que kit mais amor. Cápsulas da placenta nos vidrinhos, um desenho com o carimbo da placenta, pra guardar pra toda vida e o cordão umbilical já seco, em forma de coração.
Imagem daqui.

E sabe que essa história me fez sentir uma pena danada das placentas descartadas nos lixos hospitalares. Acho que muitas mães nem sequer olham para suas placentas, nem sequer agradecem e se despedem dela.

Pensando bem, ela é nossa por direito, não é? Um órgão nosso, que NÓS geramos. Deveriam nos perguntar, logo após o nascimento, o que queremos fazer com a placenta. Descartar ou levar embora junto com o bebê.

Falando em levar embora junto com o bebê, me lembrei do Parto de Lótus, onde o cordão umbilical não é cortado e o bebê fica com a placenta ligada a ele até que se desprenda, naturalmente.

Seus benefícios vão desde a não infecção, porque não há corte do cordão; toda vitamina K, células de defesa e células tronco presentes na placenta são transmitidas ao bebê; sem contar o maior vínculo com a mãe.

Mais sobre Parto de Lótus aqui na Vila Mamífera, um relato lindo, e mais informações aquiaqui.

Parto de Lótus <3  Foto daqui.

Parto de Lótus ❤
Foto daqui.

Saquinho fofo para guardar placenta. Foto daqui.

Saquinho fofo para guardar a placenta. Foto daqui.

Eu plantei a placenta que nutriu Pietro. Plantei junto de uma muda de jabuticabeira.

E foi em uma das consultas do pré natal, que perguntei para meu GO se poderia levar minha placenta embora. Certeza que naquele momento ele me achou uma louca, mas eu pedi mesmo, na caruda. Ele só pediu para lembrá-lo no dia do parto e pediu também que eu dissesse (na frente dos outros, pediatra, enfermeiras, etc) que era pra fins de “pesquisa particular em laboratório” .

A placenta foi pra minha casa junto do Pietro, dentro de uma latinha. Mas acho que hoje em dia, agiria diferente, a começar pelo parto. Tenho muita vontade de um parto domiciliar e de encapsular minha placenta. Quem sabe.

Placenta do Pi

E a placenta do Pi tá ali ó…

Não deixem de ler esse texto, da Aurea Gil – Carta Para Minha Placenta e esse outro, da Kara Crabb – Comi a Placenta da Minha Amiga.

E por aí? O que acham de todos esses assuntos em volta da placenta?

Beijos.

Dia dos pais…

10 ago

…já é amanhã, minha gente e eu procurando algo bem legal pra postar.

E eis que leio um relato do pai do meu filho e putz, nada mais justo um relato de um pai, para o dia dos pais, né? Os pais deveriam escrever mais. Fico boba quando leio ‘pais’, são tão sensíveis, divertidos e babões…

Segue o relato de parto, que meu marido NÃO viu.

Por Renato Maluf (pai do Pi)

Esperávamos nosso filho, a Mari e eu, para uns 10 dias, mais ou menos, depois que ele nasceu.
Eu estava absolutamente tranquilo, ou melhor, relativamente tranquilo, aqui em S. Paulo, trabalhando num escritório de movimento frenético, e naquele dia (6/3/XII), durante uma reunião, pensei muito intensa e insistentemente na minha esposa, grávida. A sensação foi de que meu filho nasceria, e a reunião, para mim, tornou-se algo como A Chinela Turca, de Machado.
Saí da banca, naquele dia, embarafustado em pensamentos os mais disfóricos possíveis. Quando liguei para a Mari, ela só me disse:
– Estou sentindo umas cólicas muito fortes, mas acho que é normal, nos últimos dias.
Pronto. O coração foi a mil. E tome bradicárdicos!
Devemos ter trocado uns 6 telefonemas, até perto de meia-noite, quando então consegui dormir, ela me havendo garantido que nos derradeiros dias pré-parto tais cólicas eram comuns.
Acordei perto de duas e tanto da manhã, com um telefonema da minha sogra dizendo apenas:
– Renato, é chegada a hora…
Aprontei-me, tipo tomei banho, fiz um café fortíssimo, mandei um chocolate dulcíssimo, montei uma mala tipo na urgência (engastalhei as roupas lá dentro de qualquer jeito) e fui embora: de Sampa a Marília são perto de 5h de viagem, se se andar no limite de velocidade de cada estrada.
Não senti o tempo passar, nem me senti passando pelo tempo.
Como seria a cara do nenê? Um joelhinho? Um coelhinho? Um pompom?
E minha esposa, como estaria? Bem? Cansada? Frágil?
Aaaaaaaah!
Cheguei à Cidade natal de meu filho no meio da manhã e já parei perto do hospital. Subi rapidamente para o quarto. Certifiquei-me de que a Mari estava bem, e… a cena mais linda que já vi em toda a minha vida: um trocinho de 3,5 kg e 50cm estava lá, pequenito e frágil, mas capaz de trazer para um pai de primeiera viagem a mais forte das emoções que a vida poderia proporcionar-lhe.
Peguei-o no colo, abracei-o apertado (claro, respeitando a sua textura de geleia, tadinho), e queria chorar, queria rir, queria tudo o que fosse estar lá e participar daquele momento mágico.


Quem diria?
Eu me preparava psicologicamente havia muito, para ver o parto, fotografá-lo, etc, mas meu filho se antecipou uns dias.
Até hoje o pestinha tem pressa para tudo. Se você quiser saber se seu computador ou sua internet são rápidos ou não, ponha nas mãos dele: se ele começar a emitir sonzinhos guturais, ou você se conforma com a baixa qualidade de seus equipamentos e provedor, ou troca tudo. Ele exige velocidades próximas aos 100 megas, e já era assim desde a concepção, pelo visto.
Participei (não como protagonista, mas como coadjuvante) de um dos primeiros banhos; troquei fralda; fiquei muuuuuiiiitooo com ele no colo.
A vida, que às vezes parece uma coletânea de desditas, é capaz de trazer momentos de tamanha alegria, que a gente se sente re-compensado, como que pago pelo ‘pretium doloris’ do restante.
Não sei o que dizer, mas no crisol da emoção a alma acaba por depurar-se um pouco.
Não vi o parto, mas vi o resultado. E ainda vejo.
Dia dos pais, e meu maior presente foi ter achado uma mulher-amiga-amante com quem desejei ardentemente ter o filho que temos.
Bênção de Deus? Obra do Destino? Fatalidade? Coisa da Vida? Não sei. Interessa mesmo, e muito, a alegria em si mesma.
E de parto em parto (maiêutica aqui incluída), vamos nascendo e renascendo, os três juntos, todos os dias, cada um aprendendo com o outro que para bem viver é preciso ver… com olhos de amor. Com olhos de alma. É preciso que a órbita ocular se volte para dentro de nós mesmos e contemple o interior de nossos amados.
“Sic transit gloria mundi.” E aqui glória é glória, mesmo.
Obrigado, mãe! Obrigado, filho!

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Obrigada marido, por ser esse paizão e por estar sempre ao nosso lado.  S2

E um feliz Dia dos Pais, turma que acompanha o AG!!

#abraceseupai

(Já estão participando do sorteio de dia dos pais do AG? Corre lá que ainda dá tempo.)

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