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Relato de parto semi-domiciliar, por Karoline Saadi

1 abr

“Amor, tu tens que parir um dia, é o melhor barato que existe!!!!” –

– Karoline Saadi, parindo Clarice, em 23 de março de 2015.

Hoje é 1º de abril, mas o que temos a oferecer é um presente muito verdadeiro!!!

Esse relato de parto ‘semi-domiciliar’ fala sobre luta, amor, determinação, o parto sonhado e o parto possível.

Só temos a agradecer a Karol por nos permitir compartilhar o relato dela aqui e as liiindas imagens de seu acervo pessoal – que tudo isso sirva de inspiração pra quem busca um empurrãozinho para ‘o lado do parto do bem’, como diz ela mesma.

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Por Karoline Saadi

Para comemorar a primeira semana de vida da Clarice, o relato do nosso nascimento:

Então em julho ficamos sabendo que traríamos um novo ser para habitar esse mundo.
E no meio ao turbilhão de emoções, uma coisa eu sempre soube: o dia que eu fosse gerar uma nova vida, ela chegaria de forma respeitosa e amorosa.

Muitos e muitos anos trabalhando com gestantes e bebês me fizeram ver muita criança nascendo de cesáreas, e essa era, definitivamente, uma coisa que eu não queria pra mim. Não conseguia assimilar aquele bando de mulher saudável fazendo cirurgia para gestações também saudáveis… Mas e agora??? Eu também tinha conhecimento sobre o sistema obstétrico brasileiro, sobre os médicos cesaristas, sobre a falta de interesse e vontade em seguir com o parto normal sem intervenções, sem pressa, respeitando o tempo da mãe e bebê… e iniciamos a saga: Continue lendo

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Relato de Parto Natural/Leboyer

13 set

Por Denise Nappi

Fotos do acervo pessoal de Henry Bugalho e Denise Nappi [e de Phillipe tb]

Fotos do acervo pessoal de Henry Bugalho e Denise Nappi [e de Phillipe tb]

Quando comecei a pesquisar sobre as melhores opções de parto, tanto para mim quanto para o bebê, cheguei a conclusão de que eu queria parto natural, igual nossas bisas, índias e vaquinhas do campo, sem nenhum tipo de interferência médica, porém assistida por um parteira em ambiente hospitalar. Pronto, o plano era esse, então comecei a ouvir: Você está louca! Assim, sem anestesia, sem nada?!? Você não vai aguentar, vai implorar por medicação… blá blá blá.

Pois bem, bebês nascem na semana 40 (praticamente 10 meses), na semana 33 eu quase entrei em trabalho em parto prematuro e por isso tive que segurar o máximo ficando de repouso, estaria liberada na semana 37, assim foi feito…

Segunda feira, 26/08/2013 acordo com uma ligeira cólica, nada que me incomodasse…

Recebi minha doula em casa (uma pessoa que contratei para preparar meu psicológico e aguentar as longas horas de um trabalho de parto). Encontrei umas amigas e tudo parecia normal.

19h:30min da noite vou ao mercado, chegando lá sinto a bolsa estourar, com muita calma entro na fila, comento com a caixa e vou a casa fazer o jantar, eu já sabia que depois de estourar a bolsa, podia demorar ainda muitas horas, muitas dores e blá blá blá, eu saberia a hora certa de ir ao hospital, então fui fazer meu strogonoff, que estava morrendo de vontade.

Entre uma mexida na panela e outra, eu comecei a ter cólicas mais fortes, eu sabia que eram as contrações, mas como pintam como um horror, eu ignorei e pensei: Vou esperar o máximo que puder.

10h da noite fica pronto o jantar e eu não conseguia mais sentar para jantar, fui ao banheiro e… sangue!

Daí foi o bundalelê. PQP, corre que tem sangue! Liguei para a doula Continue lendo

Mais amor, por favor…

1 fev

Ainda mais quando o assunto é parto. Esse é um  momento único e toda mulher deveria estar mais que cercada de amor e humanização nesse momento tão ‘sentido’, tão pleno, tão ímpar, tão ‘tudo’. Mas nem sempre é assim.

Muito se tem falado sobre parto humanizado e o assunto é extenso a beça.

Vou falar sobre as doulas. Afinal, quem decide por ter o acompanhamento de uma doula, já é quase 100% caminho andado rumo ao ‘mais humano’, rumo ao amor.

Mas o que é uma doula?

Imagem do Google

Imagem do Google

“A palavra ‘doula’ vem do grego ‘mulher que serve’. Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.” – texto bárbaro, da parteira e obstetriz, Ana Cris Duarte (retirado DAQUI).

Imagem retirada do blog Diretório Materna

Sem contar que as doulas ajudam a diminuir as taxas de cesárea, aumentando as chances de um parto normal. Ela tem um lugar único na equipe de atendimento ao parto, dando suporte psicológico e conforto físico para a mulher. E como muitos alegam falsamente, as doulas não causam infecção, pois não executam procedimentos técnicos.

E nessa quinta  (31/01/2013), as doulas foram reconhecidas pelo Ministério do Trabalho.

3221-35 – esse é o número 🙂

Ministério do Trabalho

Ministério do Trabalho

Aqui em São Paulo, duas grandes maternidades limitaram a entrada de doulas em suas instalações. Elas estão ‘obrigando’ as gestantes a escolher entre o pai da criança ou a doula, para acompanhar o parto. Sacanagem, né? A mãe precisa da doula e precisa do apoio do marido e o marido também acaba precisando do apoio da doula. Muitos homens, não sabem como agir diante de um trabalho de parto. É comum que tenham medo de expor suas emoções, com receio de atrapalhar a mãe, que está em trabalho de parto. A doula ‘mostra’ o caminho para ambos e os tranquiliza.

E por conta dessa polêmica das maternidades, vai rolar uma Marcha bacanuda (o Movimento das Mulheres e Homens pelo Direito a uma DOULA – em qualquer hospital brasileiro durante o pré parto, parto e pós parto), nesse domingo (03). A marcha começará no Edifício da Gazeta, passará em frente à Maternidade Pró Matre, seguirá pela Av. Paulista e acabará em frente à Maternidade Santa Joana.

Queremos DOULA

Queremos DOULA

Eu só tive profundo conhecimento do que era uma doula, quando meu filho já tinha nascido. Entrei de cabeça no mundo ‘maternista’ depois dele ter chegado. Nunca é tarde, não é mesmo? E eu luto (e estarei presente nessa marcha, com marido e filho) pelo direito da mulher, de escolher como e com quem quer parir.

Vem também!!

Encontre uma Doula:

Doulas em São Paulo, Doulas em Porto Alegre, Doulas em Belo Horizonte, Doulas no Rio de Janeiro

Fontes de pesquisa:

Doulas, Movimento no Face.

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