Arquivo | Desenvolvimento infantil RSS feed for this section

Sobre meninos e pintos…

27 set

20140527-204919-74959515.jpg

Estou há décadas para escrever sobre o pinto do Pi. Mas me faltava mais assunto, entendimento, vivência e conclusão da coisa toda.
Tá pensando que lidar com pinto é fácil? Aqui não foi muito não. Eu explico…

Desde que Pietro nasceu e até hoje (2 anos e 6 meses), ele tem o pinto bem fechado. Só passa o xixi ali pelo furinho e boa.
Isso nunca me encanou, até o pai da criança ver que o bichinho era extremamente fechado, pra começar a neura. Neura muito mais dele do que minha…

Eu dizia: “pra quê mexer aí?” “deixa que a natureza se encarrega de abrir” “como as índias fazem com seus rebentos homens? por acaso saem correndo pra farmácia pra comprar pomadas com corticóides?” “como foi contigo? vc usou pomada? não, né?” “meu pai, meus avôs, tios, irmãos e primos nunca usaram nada no pinto.”

A chata do pinto eu me tornei…eu sei.

Já passei Pietro em 4 pediatras até hoje (finalmente encontramos o nosso querido humanizado…post sobre ele muito em breve S2) e aí que 2 deles nos indicaram o uso de uma pomada com corticóide no pinto do Pi.

E um deles, o frankenstein da fimose, nos indicou cirurgião e tudo o mais…para uma criança de 2 anos. Blé…
Eu ia levando as consultas (que ocorriam raramente, pq Pi nunca foi de ficar doente…graças) em banho maria. Não discutia com o médico, que é um senhor já bem de idade.
O que ele falava sobre “pinto muito fechado” entrava por um ouvido e saía por outro.
E na boa, eu nunca fui de exaltar médico. Ainda mais esses que chegam com a mesma “fórmula” de criação para todas as crianças. Sempre ouvi muito mais minha intuiçao e sim, já cheguei a mentir pra pediatra pra não levar bronca e pra evitar discussões.

Até que em uma consulta com o frankenstein da fimose, a ultima com esse ser, que só levamos Pietro lá pq ele estava com uma tosse terrível…o médico começou a dar uma bronca MOR em nós. Que onde já se viu deixar o pinto do menino fechado daquele jeito, que ele já tinha nos “mandado” ver um cirurgião e blá blá blá… Até aí beleza… Fui ouvindo com o “tô nem aí” ligado.
Só que na hora de examinar, ele simplesmente puxou o pinto do Pi bruscamente e começou a sangrar… Só isso.

Preciso nem contar como fiquei pê da vida, né? Levei meu filho lá pra ser examinado por outros motivos…não pelo pinto fechado.

Enfim, troquei Pietro, dei colo, dei o peito, acalmei, conversei muito com ele, pedi desculpas por ter deixado o médico examiná-lo (morri de culpas e a vontade que eu tinha de chorar era mil) e disse também pro Pi que nunca mais voltaríamos ali.
Fui curta e um pouco grossa com o médico e nunca mais voltamos. Hoje me arrependo de não ter sido muito mais grossa com ele. Fui respeitosa demais por ele ser já bem velho 😥

E somente “graças” a esse episódio é que me convenci (e convenci o marido) que nosso filho precisava de um pediatra bacana. Pra ele, principalmente e para nós, pais.

Já tinha lido sobre o Cacá, já sabia de sua humanização e haviam ótimas indicações e relatos sobre ele.
Em outro post vou contar como foi essa consulta 🙂

Cacá foi bem sensato e notou que eu estava mais voltada para o “NÃO mexer no pinto” e o marido mais voltado para o “TALVEZ usar a pomada”. Cacá disse uma coisa que achei bem certa… Ele sugeriu para deixar essa escolha nas mãos do homem…do pai… Pq o pai é que também tem pinto e entende mais sobre isso. Nos sugeriu botar a mão no coração e na consciência, resolver essa história e ficar tranquilos com a escolha final.

E aí que eu encontro um texto da Kalu Brum, muito EU, sobre o assunto. Enviei ao marido e por fim, ficamos bem tranquilos com a questão. Não vamos mexer no pinto do Pi. Nada de pomadas, exercícios, nada… Vamos observando e eu sinto que a coisa vai fluir naturalmente.

O texto é esse aqui – http://vilamamifera.com/mamiferas/uma-visao-mamifera-sobre-fimose/

Um trecho dele:

“Vamos pensar: se a maioria dos meninos naturalmente terá a pele descolada, para que intervir com cirurgia ou uso de pomada?
Algumas mães, orientadas erroneamente por pediatra, submetem os filhos à dores. Li numa discussão uma mãe que disse que o pediatra puxou a pele à força (em 3 etapas – uma a cada dia). E que o bebê chorou pouco (justificando que não deve ter doído).
Voltando às estatísticas: se a maior parte das fimoses se resolvem até 4 anos para que intervir? E se a mesma permanecer, adolescência a fora, aí o garoto pode ser submetido à cirurgia, conscientemente, fazendo repouso. (Imagina obrigar uma criança de 5 anos a ficar de repouso?!).”

E que fique BEM claro aqui, que eu NAO estou atacando quem optou em fazer o uso da pomada em seus filhos, ok?
Sou do “cada um sabe o que é melhor e o que funciona em suas próprias vidas, famílias e lares”. Tanto que minha amada Ju Blasina, fez uso da pomada no Dimi e super deu certo pra eles. Sem neuras…

🙂

Anúncios

Nossos achados

27 maio

Raramente compramos brinquedos novos aqui em casa.

Estamos sempre nos brechós, bazares e feiras de trocas que rolam aqui em SP.
Perto de casa tem o bazar da APAE, ali na Rua Leandro Dupré e o brechó Tiãozinho, da Casa Espírita Casa do Caminho, ali na Rua Estado de Israel. Onde toda venda é destinada a ajudá-los.

Quando enjoamos dos brinquedos que temos aqui, doamos novamente para esses locais ou então trocamos por outros brinquedos nas feiras de trocas.

Tem feira de troca na Casa das Rosas, na Av Paulista – http://www.casadasrosas.org.br/agenda/feira-troca-tudo-sem-dinheiro-at-conselho
E no site da Alana tem mais locais de trocas – http://mobilizacao.alana.org.br

Gente, é muita diversão quando levo Pietro nesses lugares. O menino brinca, se socializa, se perde no meio de tantas coisas e volta feliz da vida pra casa.

Resolvi fazer esse post porque estamos na Semana Mundial do Brincar (confira as programações em sua cidade aqui – http://semanamundialdobrincar2014.wordpress.com/por-local/ ) e criança gosta é mesmo de brincar e não de ter.

Não deixe de participar da Blogagem Coletiva – https://www.facebook.com/login.php?next=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fgroups%2Fblogagemcoletivabrincar%2F244492739079912%2F%3Fnotif_t%3Dgroup_activity

E de acompanhar tudo que tá rolando – https://pt-br.facebook.com/SemanadoBrincar

Logo abaixo os banquinhos, que encontrei por menos de 4 reais cada um. Encapei com um tecido adesivo que tinha aqui. Pietro faz tudo nessa mesa e ama seus banquinhos 🙂

20140527-114054-42054426.jpg

Oinnn…paguei menos de 3 reais nesses bonequinhos. Meus xodós. Uma maneira muito legal de explicar ao Pi que ele vai ganhar um irmão ou uma irmã S2 (posts sobre a gestação e tudo mais, muito em breve)

20140527-114322-42202628.jpg

As comidinhas de brinquedo…Pietro está numa fase que adora as bichinhas. Encontrei algumas no brechó e algumas garrafinhas que imitam leite, água e molho. Por 2 reais isso tudo.
O menino adora alimentar a boneca, o dino e o Shrek 🙂

20140527-124728-46048997.jpg

Chapéus… Encontramos um de engenheiro e outro de caçar jacaré (oi?). Paguei 2 reais em um e 1 real no outro.

20140527-125108-46268222.jpg

Saquinho com quatro dinossauros por 2 reais e outro saquinho com um monte de criaturas do mar por 2 reais também…

20140527-125308-46388106.jpg

Sempre renovo os brinquedos do Pi dessa maneira, passo pra frente os velhos e a gente brinca muito. Sem contar as blusas para gestante que tenho comprado pelos brechós também…

Super útil, econômico, sustentável e divertido.

Vem brincar também!

20140528-162636-59196850.jpg

Terrible Twos ou ‘Mr Hyde: é você, meu filho?’

23 maio

Desde que completou 2 anos Dimi tem apresentado um comportamento que eu costumo descrever como ‘com a macaca’ [nenhuma relação com a campanha ridícula do #somostodosmacacos, me poupem] – na verdade, tudo começou dois dias antes de completar os 2 anos… Pegue tudo que você lê sobre ‘The Terrible Twos’ – a fase de desenvolvimento mais complicada pela qual uma criança passa… uma crise que pode durar um ano inteiro, a adolescência do bebê – e aceite: é verdade, sem exagero!  – e pior: pode acontecer com você. A chegada dos dois anos pode despertar o Mister Hyde do seu pequeno Dr Jekill e não há nada que se possa fazer a não ser run, RUN! corra, corra e não olhe pra trás! ter pa-ci-ên-cia.

A crise dos dois anos [The Terrible Twos] é conhecida como 'a adolescência do bebê'

A crise dos dois anos [The Terrible Twos] é conhecida como ‘a adolescência do bebê’

E terrível é pouco para descrever a crise que tomou conta do Dimi – nos primeiros dias, menino chorava, chorava sem parar e se agarra a mim como se o chão fosse se abrir caso ele me soltasse. E mamava, senhor… esse menino mamava! Mamava até me transformar numa uva passa desalmada. E tudo que ele vinha demonstrando de conhecimento engatilhado – os ‘aplicativos que estavam com mais de 50% de download’ – como comer sozinho, falar, dormir sem colo… atividades que envolviam independência… de repente, puft, zeraram – ou assim pareciam.

No mês que se seguiu, essa insegurança deu lugar a fúria. E ao invés de chorar como se estivesse medo e se agarrar a  mim, o menino começou a chorar, se jogar no chão e bater em tudo e todos que estivessem ao seu redor. E nós passamos de nível no que diz respeito a paciência e atingimos o nível épico desse atributo. Mas naquele momento, ninguém comemorou – não havia como.

  • Quando as primeiras crises de fúria vieram com força, tentamos conversar com ele, dar carinho, explicar que bater é ruim e não faz passar a coisa ruim que ele tava sentindo — tentar nomear o sentimento, a tal coisa ruim [geralmente, a crise explodia quando ele estava com fome ou sono ou ambos — depois, bastava ser contrariado e pimba].

Continue lendo

Um desmame (natural e) surreal

23 maio

‘…e no quarto dia eu acordei com uma dor no peito
…que uma semana depois, onde antes houvera dor, agora restava um vazio’.

Isso resume tudo o que tenho a falar sobre os últimos dias – sobre uma das maiores transformações que já presenciei na vida. Sobre o quanto ter um filho, amar essa criaturinha com todas as forças e olhar bem de perto o desenvolvimento que se dá diariamente e, de quando em vez, aos saltos… é um susto.

Não que isso seja ruim, pelo contrário – é lindo, é emocionante, é a coisa mais encantadora que se pode experimentar na vida, mas não encontro palavra mais adequada que ‘susto’.

Criar um filho é um susto que constantemente se renova.

Um susto, feito a água na cara pela manhã – que nos acorda, que nos aviva… É isso: Um filho nos torna mais vivos. Sim, estou romântica e, mais que isso: sim, estou dramática – estou sofrendo. Mas tenho um grande porquê:

Meu filhoaquele que todos achavam que mamaria até os 18 anos, de repente, desmamou. Por conta própria e ‘mais ou menos’ da noite para o dia.

E eu deveria estar feliz [e estou, juro que sim], afinal, o tão sonhado desmame natural era tudo o que eu queria! Mas o sentimento com o qual estou lidando é muito ambíguo…

Não sei até que ponto isso se deve pelas transformações fisiológicas que o não-mais-amamentar desencadeou no meu organismo, mas sei que ninguém avisou previamente ao meu peito sobre essa mudança – foi uma… aposentadoria forçada! E agora, ele ainda acorda achando que precisa ir ao serviço…

É deprimente seguir produzindo um leite que meu filho não quer mamar [alerta de drama! alerta de drama!] — é triste ter que tirar esse leite  e descartar – já que a quantia é pouca, mas contínua, leva dias até eu perceber que, sim, vou precisar ordenhar [feito vaca mesmo! Não somos muito diferentes delas!] outra vez… Sem contar na dor de massagear as áreas engurgitadas até desmanchar, antes que isso evolua numa mastite… a essa altura do campeonato!

2 anos e 40 dias… esse foi o período no qual meu filho mamou como se não houvesse o amanhã!

Dimi no 'tetêtis' com menos de 1 semana de vida

Dimi no ‘tetêtis’ com menos de 1 semana de vida

——————–

Ok, devo dizer: já fazia um longo tempo desde que a magia do nosso ‘momento-tetêtis’ vinha se apagando… Dimi mamava loucamente, a qualquer hora e em qualquer lugar Continue lendo

Dicionário Pietrês

12 jan

Pietro acaba de completar 1 ano e 10 meses e incrível como vem evoluindo com a fala.
É muito engraçado. Cada dia uma descoberta nova.
E eu, como uma uma mãe nada babona que sou, tinha que fazer o dicionário Pietrês, né?

Gu = Gru (malvado favorito)
Cai = Caio (malvado favorito)
Papai = o pai dele e pode ser tbm o Papai Noel
Vovó Mi (vovó Amire)
Vovô Cú (vovô Makul)
Có= cobra
Cocó = galinha
Pis = peixe, vale tbm pra pizza
Piiii = ele mesmo
Bô = borboleta (ele fala seguido de um bater de braços, imitando a borboleta voando)
Pa = pavão
Cahh= cavalo e pode ser tbm macaco
Áááhh =agua
Au au = cachorro
Zezuis = jesus
Bóó = bola
Gigi = Gisele Bündchen
Coco = pra água de côco e tbm qdo acaba de fazer cocô.
Xiii = xixi
Mumu = Mamãe (oinnnnnn)
Teteta = leitinho da mamãe

E para dinossauro, dragão, jacaré e ogro, ele ruge.

Mordo muito essa criaturinha minha.

😉

Musicalização

3 nov

E Pietro participou de sua primeira musicalização 🙂

O evento aconteceu ontem (02/11/2013), na livraria Panapaná, que descobri recentemente perto da minha casa. A livraria é um encanto só. Brinquedos educativos, livrinhos ao alcance da garotada, um sonho.

Pietro brinca horrores quando vai lá. Até o pai dele, junto de outros adultos, entraram na dança dia desses. Todo mundo brincando com peões. Delícia voltar a ser criança, viu?

O atendimento é delicioso, pessoal super bacana, a gente se sente muito bem recebido, sabe? Com conexão e atenção de verdade.

Para quem estiver passando pela Rua Leandro Dupré, 396 (Vila Clementino – SP), dê uma passada por lá. Garanto, não vão mais querer sair de dentro. Ahh, e quem vai de bike, ganha desconto ;]

Sempre rola alguma programação legal (música, contação de história, oficinas, etc). Só acompanhar no site ou na página do facebook.

livraria-panapana-fachada

Sobre a musicalização, ela aconteceu com as meninas do Macuru Musicalização Infantil, que tem como proposta proporcionar um momento de diversão e aproximação entre crianças e adultos por meio de atividades que estimulam o prazer de ouvir e fazer música.

Pietro adorou e eu também. Aliás, todos ali presentes, amaram.

Mas o que é a musicalização?

Na musicalização infantil as crianças são aproximadas aos elementos da música através da linguagem lúdica, a partir da idéia de que a música é um jogo.
A música também é um meio de comunicação. Desperta sensações e sentimentos. Nos comunicamos através da música.
Com os exercícios propostos na musicalização, a criança desenvolve a criatividade, a sensibilidade, o senso rítmico, sua concentração e memória, atenção, a psico-motricidade, autodisciplina, socialização, amplia suas possibilidades de expressão, e gera uma capacidade de se perceber corporalmente e perceber o outro. (palavras das meninas do Macuru).
E viva a música!
Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Obs.: esse NÃO é um post patrocinado.

Tampas, dia das crias e a salvação de um guri de apartamento

12 out

Dia das crianças…  uma data legal, mas que só pegou por uma jogada totalmente comercial  entre duas empresas de produtos infantis, empresas ‘visionárias’ [ou seria ‘mercenárias?’] enfim, não é à toa que a data é sinônimo de presente, na maioria das vezes, e nada mais… mas não precisa ser assim, né? Nananinanão mesmo. As crianças merecem ter um dia especial para chamar de seu [e ganhar presentes, claro, quem não gosta?], só que dá pra fazer isso de mil formas mais construtivas que simplesmente pagar uma fortuna no brinquedo que aparece na TV e se sentir aliviado pela missão cumprida… quando tirar o dia inteiro para brincar, passear, assistir desenho com a criança é o que faz do dia especial:

Estar presente é sempre o melhor presente.

Numa iniciativa muito bacana por um Dias das Crianças menos consumista, alguns lugares promovem um lance chamado Feira de Troca de Brinquedos!  A Ma Morini levou o Pi  a uma dessas feiras, em SP, e diz que foi uma maravilha!

Oh, pelas palavras da Ma [que eu roubei do face pessoal dela e ela só vai descobrir agora, mas pelo AG, vale, né? hehe]:

Ma e Pi e o macaco - na volta da feira de troca

Ma e Pi e o macaco – na volta da feira de troca

“Foi um barato, legal demais. Pi curtiu muito e eu também ;]

Levamos um piano musical, um chocalho, um mordedor e um macaco de pelúcia… tudo etiquetado com o nome do Pi. Lá, a gente deixava os brinquedos expostos nas esteiras, no chão mesmo e aí Continue lendo

%d blogueiros gostam disto: