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Sobre meninos e pintos…

27 set

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Estou há décadas para escrever sobre o pinto do Pi. Mas me faltava mais assunto, entendimento, vivência e conclusão da coisa toda.
Tá pensando que lidar com pinto é fácil? Aqui não foi muito não. Eu explico…

Desde que Pietro nasceu e até hoje (2 anos e 6 meses), ele tem o pinto bem fechado. Só passa o xixi ali pelo furinho e boa.
Isso nunca me encanou, até o pai da criança ver que o bichinho era extremamente fechado, pra começar a neura. Neura muito mais dele do que minha…

Eu dizia: “pra quê mexer aí?” “deixa que a natureza se encarrega de abrir” “como as índias fazem com seus rebentos homens? por acaso saem correndo pra farmácia pra comprar pomadas com corticóides?” “como foi contigo? vc usou pomada? não, né?” “meu pai, meus avôs, tios, irmãos e primos nunca usaram nada no pinto.”

A chata do pinto eu me tornei…eu sei.

Já passei Pietro em 4 pediatras até hoje (finalmente encontramos o nosso querido humanizado…post sobre ele muito em breve S2) e aí que 2 deles nos indicaram o uso de uma pomada com corticóide no pinto do Pi.

E um deles, o frankenstein da fimose, nos indicou cirurgião e tudo o mais…para uma criança de 2 anos. Blé…
Eu ia levando as consultas (que ocorriam raramente, pq Pi nunca foi de ficar doente…graças) em banho maria. Não discutia com o médico, que é um senhor já bem de idade.
O que ele falava sobre “pinto muito fechado” entrava por um ouvido e saía por outro.
E na boa, eu nunca fui de exaltar médico. Ainda mais esses que chegam com a mesma “fórmula” de criação para todas as crianças. Sempre ouvi muito mais minha intuiçao e sim, já cheguei a mentir pra pediatra pra não levar bronca e pra evitar discussões.

Até que em uma consulta com o frankenstein da fimose, a ultima com esse ser, que só levamos Pietro lá pq ele estava com uma tosse terrível…o médico começou a dar uma bronca MOR em nós. Que onde já se viu deixar o pinto do menino fechado daquele jeito, que ele já tinha nos “mandado” ver um cirurgião e blá blá blá… Até aí beleza… Fui ouvindo com o “tô nem aí” ligado.
Só que na hora de examinar, ele simplesmente puxou o pinto do Pi bruscamente e começou a sangrar… Só isso.

Preciso nem contar como fiquei pê da vida, né? Levei meu filho lá pra ser examinado por outros motivos…não pelo pinto fechado.

Enfim, troquei Pietro, dei colo, dei o peito, acalmei, conversei muito com ele, pedi desculpas por ter deixado o médico examiná-lo (morri de culpas e a vontade que eu tinha de chorar era mil) e disse também pro Pi que nunca mais voltaríamos ali.
Fui curta e um pouco grossa com o médico e nunca mais voltamos. Hoje me arrependo de não ter sido muito mais grossa com ele. Fui respeitosa demais por ele ser já bem velho 😥

E somente “graças” a esse episódio é que me convenci (e convenci o marido) que nosso filho precisava de um pediatra bacana. Pra ele, principalmente e para nós, pais.

Já tinha lido sobre o Cacá, já sabia de sua humanização e haviam ótimas indicações e relatos sobre ele.
Em outro post vou contar como foi essa consulta 🙂

Cacá foi bem sensato e notou que eu estava mais voltada para o “NÃO mexer no pinto” e o marido mais voltado para o “TALVEZ usar a pomada”. Cacá disse uma coisa que achei bem certa… Ele sugeriu para deixar essa escolha nas mãos do homem…do pai… Pq o pai é que também tem pinto e entende mais sobre isso. Nos sugeriu botar a mão no coração e na consciência, resolver essa história e ficar tranquilos com a escolha final.

E aí que eu encontro um texto da Kalu Brum, muito EU, sobre o assunto. Enviei ao marido e por fim, ficamos bem tranquilos com a questão. Não vamos mexer no pinto do Pi. Nada de pomadas, exercícios, nada… Vamos observando e eu sinto que a coisa vai fluir naturalmente.

O texto é esse aqui – http://vilamamifera.com/mamiferas/uma-visao-mamifera-sobre-fimose/

Um trecho dele:

“Vamos pensar: se a maioria dos meninos naturalmente terá a pele descolada, para que intervir com cirurgia ou uso de pomada?
Algumas mães, orientadas erroneamente por pediatra, submetem os filhos à dores. Li numa discussão uma mãe que disse que o pediatra puxou a pele à força (em 3 etapas – uma a cada dia). E que o bebê chorou pouco (justificando que não deve ter doído).
Voltando às estatísticas: se a maior parte das fimoses se resolvem até 4 anos para que intervir? E se a mesma permanecer, adolescência a fora, aí o garoto pode ser submetido à cirurgia, conscientemente, fazendo repouso. (Imagina obrigar uma criança de 5 anos a ficar de repouso?!).”

E que fique BEM claro aqui, que eu NAO estou atacando quem optou em fazer o uso da pomada em seus filhos, ok?
Sou do “cada um sabe o que é melhor e o que funciona em suas próprias vidas, famílias e lares”. Tanto que minha amada Ju Blasina, fez uso da pomada no Dimi e super deu certo pra eles. Sem neuras…

🙂

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A volta dos que não foram

22 dez

Meses e meses e meses depois, o andogestando está de volta – ou quase!

O que aconteceu até então?

Nossa… Por onde começar? Num breve resumo, o bebê, aquele que era um plano guardado na barriga, nasceu (falo mais sobre isso depois) e com ele um mundo novo – um mundo muito bom, muito lindo e muuuuuito can-sa-ti-vo, minha nossa, devo dizer… Um bebê é algo encantador e igualmente enlouquecedor, especialmente nos primeiros dias [que podem durar meses, os danados!] e especialmente às mães de primeira viagem.

"Motherhood" [Maternidade] by Marguerite Sauvage

“Motherhood” [Maternidade] by Marguerite Sauvage

Em uma frase, esse lance de maternidade é mais ou menos assim: quando você está prestes a correr sem rumo balançando os bracinhos para cima, eis que o bebê faz uma nova gracinha, dá um sorriso ou um simples olhar cheio de ternura… E sua barra de energia inexplicavelmente se renova, assim como toda a paciência [que você nem sabia que tinha].

Nove meses depois do nascimento do meu pequeno, e eu ainda não tenho mais que 4 horas de sono ininterrupto – dormir é o tipo de coisa que só se dá valor quando não se pode mais fazer. Mas, fora isso, as coisas vão bem, muito bem, obrigada: meu baby é lindo, saudável e encantador [como eles sempre são, ao menos para suas mães]. E meus dias estão, aos poucos, voltando a ser meus – ou, pelo menos, ‘nossos’, porque vida de mãe é conjugada na 1º pessoa do plural ;].

Maaaaas, tudo isso só serve de introdução para contar algo muito importante: o mundo não acabou e… Nós, também não:

Estamos voltando!

baby crawling by metropareny

[…carregando…]

É isso aí: a partir de janeiro, o andogestando volta e volta pra valer, cheio de pique, de posts – sobre o gestar desse universo de mães com bebê fora da barriga, onde cada dia é uma loucura surpresa – e de novidades: [rufem os tambores!!!] o blog é gerido agora por mais uma autora, minha amiga, Mariana Morini.

Esporadicamente, outras colaboradoras poderão mostrar suas lindas caras por aqui, mas, por hora, o que temos de certo ‘por agora e sempre’ é essa parceria entre duas mulheres de estados diferentes, mas com muito em comum:

  • ambas são mães de primeira viagem
  • e mãe de meninos – meninos nascidos no mesmo mês [março] do mesmo ano [2012];
  • ambas são pesquisadoras compulsivas nesse mundo ‘web-de-meo-deos’
  • e se o mundo pós-maternidade fosse dividido em mães que fazem ou não o uso da ‘galinha pintadinha’ como forma de contenção de manhas infantis…

galinha pintadinha no

Definitivamente, nós seríamos do tipo “NÃO” [mas entendemos o momento de desespero daquelas que o fazem].

Fora isso, deixemos que os posts futuros revelem mais sobre o tipo de mãe, mulheres e pessoas que somos, sobre o tipo de filhos que temos e, principalmente, sobre os macetes dos quais fazemos uso para dar conta de tudo e mais um pouco!

Dito tudo e mais um pouco, eu (Ju Blasina –mãe do Dimi) e a Mah Morini – mãe do Pi, desejamos a todos um feliz final de 2012 e que o 2013 chegue logo, ‘seu lindo!’, para que com ele iniciemos a nova fase do nosso blog:

Nova equipe do Andogestando

Nós!!! A nova equipe do andogestando

Sejam bem-vindos ao novo Andogestando!

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