Arquivo | doula RSS feed for this section

Marcha pela Humanização do Parto 2013 – SP

20 out
1385017_540178889383686_1741836277_n

Foto do facebook da Marcha

E ontem rolou, em mais de 30 cidades do país, a Marcha pela Humanização do Parto 2013, que luta pelo fim da perseguição as instituições e aos profissionais humanizados, pelo respeito e seguimento às evidencias científicas recentes, pelo direito a ter uma doula presente em qualquer situação, pela valorização do parto normal, pela educação sexual nas escolas (onde o parto seja mostrado como forma fisiológica), pelo fim da violência obstétrica e para cobrar agilidade no julgamento da ação movida pelo Ministério Público em 2010 para que a Justiça condene a Agência Nacional de Saúde (ANS) a REGULAMENTAR OS SERVIÇOS OBSTÉTRICOS realizados por planos de saúde privados no país .

Eu estive presente na marcha da Av. Paulista e foi linda demais, de arrepiar! A começar pelo dia, bonito e sorridente e pelo sol maravilhoso.

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Estavam presentes mais ou menos 300 pessoas, entre famílias com crianças e bebês fofos nos slings e profissionais da saúde (minha parteira dos sonhos estava lá, como sempre está em todo movimento relacionado a humanização, e como é forte e linda aquela mulher – love Ana Cris Duarte).

1, 2, 3, 4, 5 mil…parto humanizado para todo o Brasil.” – esse era um dos gritos de guerra, e a gente gritava e batia palmas e Pietro na onda, participando todo feliz e questionador. Filho da revolução!

Pietro na Marcha, lutando por mais humanização <3

Pietro na Marcha, lutando por mais humanização ❤
Foto: arquivo pessoal

A marcha começou em frente ao prédio da Gazeta e foi até o Fórum da Justiça Federal Pedro Lessa, onde lá chegando, a obstetriz Ana Cris Duarte leu uma carta ao Juiz da 24a Vara Civil Federal, que dizia sobre os riscos que a cesárea traz à mulher e ao bebê, as taxas de mortalidade neonatal e os direitos da mulher. Ela também pediu prioridade na sentença da ação civil, que encontra-se na mesa do juiz DESDE O ÚLTIMO 19 DE AGOSTO à espera de uma definição.

Fiquei muito emocionada enquanto ela lia. Espero que o tal juiz se emocione também e tome logo as devidas providências.

E que venham os novos eventos/marchas/ações dos ativistas. A realidade/comodidade obstétrica do Brasil precisa ser mudada já!

Foto: Laura Silva

Foto: Laura Silva

Mais notícias sobre a Marcha 2013: aqui na Revista Crescer, aqui no UOL, aqui no G1, aqui no Cientista que virou Mãe e aqui no Mamatraca.

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Informe-se!

Ma Morini

Anúncios

Relato de Parto Natural/Leboyer

13 set

Por Denise Nappi

Fotos do acervo pessoal de Henry Bugalho e Denise Nappi [e de Phillipe tb]

Fotos do acervo pessoal de Henry Bugalho e Denise Nappi [e de Phillipe tb]

Quando comecei a pesquisar sobre as melhores opções de parto, tanto para mim quanto para o bebê, cheguei a conclusão de que eu queria parto natural, igual nossas bisas, índias e vaquinhas do campo, sem nenhum tipo de interferência médica, porém assistida por um parteira em ambiente hospitalar. Pronto, o plano era esse, então comecei a ouvir: Você está louca! Assim, sem anestesia, sem nada?!? Você não vai aguentar, vai implorar por medicação… blá blá blá.

Pois bem, bebês nascem na semana 40 (praticamente 10 meses), na semana 33 eu quase entrei em trabalho em parto prematuro e por isso tive que segurar o máximo ficando de repouso, estaria liberada na semana 37, assim foi feito…

Segunda feira, 26/08/2013 acordo com uma ligeira cólica, nada que me incomodasse…

Recebi minha doula em casa (uma pessoa que contratei para preparar meu psicológico e aguentar as longas horas de um trabalho de parto). Encontrei umas amigas e tudo parecia normal.

19h:30min da noite vou ao mercado, chegando lá sinto a bolsa estourar, com muita calma entro na fila, comento com a caixa e vou a casa fazer o jantar, eu já sabia que depois de estourar a bolsa, podia demorar ainda muitas horas, muitas dores e blá blá blá, eu saberia a hora certa de ir ao hospital, então fui fazer meu strogonoff, que estava morrendo de vontade.

Entre uma mexida na panela e outra, eu comecei a ter cólicas mais fortes, eu sabia que eram as contrações, mas como pintam como um horror, eu ignorei e pensei: Vou esperar o máximo que puder.

10h da noite fica pronto o jantar e eu não conseguia mais sentar para jantar, fui ao banheiro e… sangue!

Daí foi o bundalelê. PQP, corre que tem sangue! Liguei para a doula Continue lendo

Do que rolou em janeiro: entre doulas e cabelinhos, parto… e o pai, onde fica?

8 fev

Para concluir temporariamente o papo sobre PARTO, devo dizer: que polêmico foi esse primeiro mês do ano, hein? Muito disso, graças a um ‘certo’ hospital de São Paulo, que, além de proibir a presença de doulas, teve a infeliz ideia de publicar um post que incentivava o alisamento do cabelo de crianças que tem ‘o cabelo muito crespo’… Affx2! A repercussão foi tamanha que o tal post – sobre tratamento químico nas cabecinhas crespas – sumiu! Já a polêmica das doulas… deu foi mto pano pra manga: centenas de mulheres – mães, doulas, barrigudas e ativistas pela humanização do parto lotaram a Av Paulista no último domingo – e o AG tava lá, bem representado pela Ma Morini e sua família:

Marcha pelo direito a uma doula,  ocorrida em 03 de fevereiro de 2013, na Av Paulista, SP

Fotos do acervo pessoal da Ma

No post anterior a esse, minha ‘co-gestora’ de AG,  explica que: “Doulas são mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.”

————————–

[Pequena pausa para tratar do cabelinho]

Fotos dos bebês by internet

Fotos das ‘bebelezas’ e seus variados ‘bebelinhos’ by internet

Vale dizer aqui que

o AG repudia toda e qualquer prática de racismo e opressão!

Mostremos às crianças que a beleza não tem um padrão – deixa o cabelo ser crespo, liso, pouco, muito e de qualquer cor. Feio é o preconceito: tentar encaixar os seres em fôrmas desde pequenos, estimulando uma padroninazão estética… Isso, além de feio, é cruel demais – só faz destruir a autoestima ainda em formação!

————————–

Mas ‘a história do cabelo’ não foi nada se comparada a da proibição das doulas… Pra completar, alguns hospitais de SP que antes permitiam à ‘parturiente’ [palavra feia, mas tudo menos ‘mãezinha’!] ter na sala de parto o marido E a doula, disseram ‘Ê-e: agora é o marido OU a doula, mãezinha!’ – muito embora na maioria dos hospitais públicos essa já seja a realidade – isso, com sorte, quando respeitam o que a lei determina [alguns só permitem a presença de um acompanhante, quaaaando e SE a mãe requisita… oferecer, lembrar, informar dessa possibilidade, é uma ‘gentileza’ rara, viu?]

————————–

Da importância da doula na hora do parto, todo mundo [que lê o AG], já sabe, agora, e a do PAI?

Perguntamos na nossa página do Facebook “Qual o lugar mais adequado para os pais” na hora do nascimento do baby:

na SALA DE PARTO ou SALA DE ESPERA?

Entre os nossos leitores que opinaram, a maioria esmagadora votou pela presença do pai na sala de parto.

Pais do lado de dentro da sala

Fotos enviadas pelos nosos leitores-amigos via Facebook do AG

Nas fotos – do lado de dentro da sala:
Mamãe Roberta Soares mandou a primeira foto de família do Matheus (2012) – Cristian Duarte com sua amada recebendo a amadinha Sara (2011) – O pequeno Gu bem aconchegado entre os pais Aline e Vantuir (2012) – Jose Bonilha no primeiro contato “externo” com sua primogênita (2009)

  • Mais dos nossos leitores

Karen Bandeira, que é mãe de gêmeos, contou que o marido assistiu ao parto e que foi lindo: “passaram os bebês para ele me mostrar – é uma emoção que mãe nenhuma esquece, a família reunida pela primeira vez…”

Mas, como nosso relatos de parto bem exemplificam, não adianta só romantizar o momento – porque, além de lindo, o troço é punk… Cabe ao pai que pretende assistir – e até mesmo ter que ‘fazer as vezes de doula’ estar preparado!

Nossa colaboradora, a Fabi Lopes, conta que o marido dela cedeu ‘gentilmente’ a vez a qualquer uma das mulheres da família que disputavam a vaga de doula: “O Jão golfa, ele vomita junto, imagina ver o parto… Não, não. Eu também preferi assim!”

Claro que cada caso é um caso… e pra cada família, uma sentença – enquanto algumas mães se sentem mais seguras com a presença do marido, outras, ficam desconfortáveis por serem vistas naquela situação [de bicho, como manda a natureza] – e enquanto alguns pais fazem muita questão de estar do lado de dentro da sala, outros se sentem melhor na sala de espera – que é outro tipo de emoção. O grande objetivo da coisa é que todos estejam confortáveis e seguros para vivenciar esse momento ‘fuckspecial’ que é o nascimento de um filho. Como bem apontou um dos pais votantes da nossa enquete:

“Embora existam muitas orientações textuais sobre o lugar do pai nesse momento, a situação e a maturidade é que vão ditar essa posição”, disse Alisson Affonso, pai da pequena Beatriz – Disse bem… E tem o dito ;]

—————-

Na foto: Renato (e Pietro, os meninos da Ma Morini)

Na foto: Renato (e Pietro, os meninos da Ma Morini)

E como nós apoiamos a presença do pai junto ao filhote, independente do lado da sala que ele tenha escolhido para esperar, apoiamos também o Projeto de Lei que tenta aprovar a Licença Paternidade de 30 dias! Já pensou, que maravilha?

Se nós, mães, achamos pouco tempo os 4 meses [mínimos] da Licença Maternidade… O que dizer dos ‘3 dias’ que, atualmente, os pais tem direito??? Bora votar na Petição Pública em apoio ao PL da Licença Paternidade – clica aqui e, simbora!

Mais amor, por favor…

1 fev

Ainda mais quando o assunto é parto. Esse é um  momento único e toda mulher deveria estar mais que cercada de amor e humanização nesse momento tão ‘sentido’, tão pleno, tão ímpar, tão ‘tudo’. Mas nem sempre é assim.

Muito se tem falado sobre parto humanizado e o assunto é extenso a beça.

Vou falar sobre as doulas. Afinal, quem decide por ter o acompanhamento de uma doula, já é quase 100% caminho andado rumo ao ‘mais humano’, rumo ao amor.

Mas o que é uma doula?

Imagem do Google

Imagem do Google

“A palavra ‘doula’ vem do grego ‘mulher que serve’. Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.” – texto bárbaro, da parteira e obstetriz, Ana Cris Duarte (retirado DAQUI).

Imagem retirada do blog Diretório Materna

Sem contar que as doulas ajudam a diminuir as taxas de cesárea, aumentando as chances de um parto normal. Ela tem um lugar único na equipe de atendimento ao parto, dando suporte psicológico e conforto físico para a mulher. E como muitos alegam falsamente, as doulas não causam infecção, pois não executam procedimentos técnicos.

E nessa quinta  (31/01/2013), as doulas foram reconhecidas pelo Ministério do Trabalho.

3221-35 – esse é o número 🙂

Ministério do Trabalho

Ministério do Trabalho

Aqui em São Paulo, duas grandes maternidades limitaram a entrada de doulas em suas instalações. Elas estão ‘obrigando’ as gestantes a escolher entre o pai da criança ou a doula, para acompanhar o parto. Sacanagem, né? A mãe precisa da doula e precisa do apoio do marido e o marido também acaba precisando do apoio da doula. Muitos homens, não sabem como agir diante de um trabalho de parto. É comum que tenham medo de expor suas emoções, com receio de atrapalhar a mãe, que está em trabalho de parto. A doula ‘mostra’ o caminho para ambos e os tranquiliza.

E por conta dessa polêmica das maternidades, vai rolar uma Marcha bacanuda (o Movimento das Mulheres e Homens pelo Direito a uma DOULA – em qualquer hospital brasileiro durante o pré parto, parto e pós parto), nesse domingo (03). A marcha começará no Edifício da Gazeta, passará em frente à Maternidade Pró Matre, seguirá pela Av. Paulista e acabará em frente à Maternidade Santa Joana.

Queremos DOULA

Queremos DOULA

Eu só tive profundo conhecimento do que era uma doula, quando meu filho já tinha nascido. Entrei de cabeça no mundo ‘maternista’ depois dele ter chegado. Nunca é tarde, não é mesmo? E eu luto (e estarei presente nessa marcha, com marido e filho) pelo direito da mulher, de escolher como e com quem quer parir.

Vem também!!

Encontre uma Doula:

Doulas em São Paulo, Doulas em Porto Alegre, Doulas em Belo Horizonte, Doulas no Rio de Janeiro

Fontes de pesquisa:

Doulas, Movimento no Face.

%d blogueiros gostam disto: