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Parte 2: Meu tão sonhado Parto Domiciliar (nascimento da Giulia) – por Ma Morini

7 nov

E na segunda feira, 15 de setembro, acordamos eu e Pietro, estranhos. 38 semanas e 1 dia de gestação.

Saquei uma energia diferente no ar. Sabia que algo aconteceria e desconfiava muito que poderia parir naquele dia. Nossa rotina básica não se encaixou nesse dia. Estávamos aéreos.

Tinha feito as unhas no sábado, ja pensando que o parto se aproximava. Escolhi um esmalte lilás nas unhas, alias, eu passei quase toda gestação em sintonia com essa cor. Capa da almofada de amamentação, soutien de amamentação, tudo nesse tom. E entrei numa parada de comprar flores pra casa. Cada ida a feira, era um vasinho que eu trazia.

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Aproximadamente as 10 horas, enquanto trocava a fralda do Pi, me movimentei na cama de um jeito que forçou a musculatura da pelve. Nessa hora senti descer alguma coisa. Fui ao banheiro e era um líquido limpido. Pouco liquido. Nesse momento, gelei e deixei o iPad cair, que estava em uma mesinha no banheiro. Trincou a tela e com certeza aquilo foi mais um sinal, eu ia parir aquele dia.

Liguei pra parteira Karina e ela me disse que talvez a bolsa havia se rompido de forma alta. Porque eu perdia liquido numa quantidade muito leve e não saía o tempo todo. Ela pediu que eu a informasse caso surgisse a primeira coliquinha e se tivesse contrações. Ela ainda brincou dizendo que ficava com a pulguinha atrás da orelha comigo, porque o parto do Pietro evoluiu rapidinho, e o da Giu poderia ser mais rápido ainda.

Ao meio dia eu tive a primeira coliquinha, mas não contei pra ninguém.

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As segundas feiras eu costumo levar Pi numa senhorinha pra benzer. E nesse dia não seria diferente. Fomos e minha barriga também foi benzida. Saí de lá super pronta pra parir. Me sentindo iluminada, abençoada, forte.

Umas 14h, avisei a Ka que estava com cólica fraca, contrações idem e que eu estava super de boa. Por precaução, ela pediu a Thaís que viesse me ver.

Passei a tarde vendo Call The Midwife, dando atenção ao Pi e ajeitando umas coisinhas. Fiz mala da maternidade (caso precisasse do plano B), lavei louça, guardei as coisas para o PD em uma gavetona (toalhas e lençóis lavados e passados, absorvente pós parto, calcinha decartavel, lençol descartável, bolsa de água quente, peneira, etc), fiz chá de calêndula com camomila e coloquei em forminhas de gelo (pra usar no períneo no pós parto) e deixei todos os exames da gestação, documentos e plano de parto em um envelope em cima da mesa.

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Aí marido liga. Contar ou não contar que a parteira iria em casa me examinar? Poderia ser só os pródromos e eu ia preocupá-lo a toa. Contei. Mas pedi que ficasse em paz, de boa, que se nascesse, seria a noite.
Até parece que ele ficou de boa. Saiu da empresa e veio pra casa. No meio do caminho me liga, lembrando que estava no rodízio. Haha
Dias depois a multa chega 😒

As 18h Thaís chega e decidimos fazer um exame de toque. No grau baixo de dor que eu estava, achava que estaria com 1cm ou nada. Para minha surpresa, 4cm 😄 É, eu estava em total sintonia com meu corpo. Íamos conhecer nosso bebe muito em breve.

Fui fazer café e deixar coisinhas de comer na mesa, pra mim e pra todo pessoal. Amamentei Pietro. Marido chega. Vou pra bola. Altos papos com a Thais, sobre a filhinha dela, sobre a gestação, sobre o tempo, sobre a vida. Amamento Pietro. Marido infla piscina. Fica ansioso. Eu dou alguns coices no pobre. Peço que ele fique de boa. Ressalto que poderei virar o bicho quando as contrações mais fortes chegar. Amamento Pietro. Dores aumentam um pouquinho. Amamento Pietro. Recebo massagem do marido, enquanto Pi brinca pelado, entrando e saindo da piscina. Ligo pra fotógrafa. Dores aumentam. Karina chega. Lela fotógrafa chega.

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Tudo estava caminhando tranquilamente, mas tem que ter um momento de caos, se não não tem graça.
Pietro acompanhava tudo de perto, se divertiu em encher a piscina, em nadar, em ficar pelado. Ficou a vontade com as meninas e encantado com a maquina fotográfica da Lela. Ele sabia que aquilo tudo era pro nenê nascer. Ele viu muitos videos de nascimento comigo.

Só que aí o menino cansou de esperar. Chegou no limite dele. Estava exausto. Cansado. Querendo a rotina dele, a mamãe com a teteta, deitados na cama, de pijaminha, prontos pra dormir. Só que onde eu estava? Eu estava na piscina, tendo contrações fortíssimas, com dilatação total, na partolândia minha amiga.

Pietro começa a chorar desesperadamente. Renato não consegue, de jeito nenhum, fazer Pietro dormir. Chamei Pi pra ficar comigo na agua, dei peito la dentro e ele chorava e pedia para deitarmos na cama dele. Saí da piscina e amamentei o menino no sofá. Ele fechou o olho, dormiu e logo em seguida me veio uma contração ferrada, no mesmo instante eu desplugo Pi do peito e peço que Renato o chacoalhe. Mas aí Pi acorda e começa todo o desespero novamente.

Volto pra piscina e ordeno que Renato faça o filho dormir. Eu escutava o choro dele, olhava pras meninas, me concentrava, xingava Renato por dentro, por não conseguir acalmar o menino. Escutava Pietro tacando as coisas no chão e sentia a agonia, o desespero e a solidão dele. Eu sentia o mesmo e ficava imaginando como seria cuidar de dois filhos. Ele ainda tão pequeno e tão dependente de mim.

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Mais uma vez eu decido sair da piscina. Discuto com Renato e por fim, deito na cama com Pi. Todos saem de perto e nos deixam a sos. Tenho contrações fortissimas, daquelas que não se encontra mais posição confortavel. Pietro dorme. Desplugo ele do peito com muito cuidado pra tudo não se repetir e consigo. Respiro aliviada por um instante, até outra contração me tomar conta.

Levanto da cama dele e vou pro meu quarto. Nessa hora vejo um sangue bonito escorrer pelas minhas pernas. As meninas ajeitam tudo por lá. Sinto um calor infernal. Marido me abana com um leque salvador. Nesse momento já estou totalmente sem roupas. Nem aí pra aparência, em quem me via ou não. Alias, não consigo me lembrar em que momento tirei os oculos, o Japamala do pescoço, que tanto me deu força, presente especial da amiga Ju 💚. Não me lembro em que momento tirei o top. Total partolandia.

Em minha cama não encontro posição. Como doí, eu tinha me esquecido. A Ka pergunta se quero voltar pra piscina e eu topo. Lá vamos nós outra vez ajeitar tudo na sala. Entro na água. Recebo massagens incríveis da Ka. Ela joga agua na minha barriga tambem. Quanto cuidado. Eu só queria parir logo.

O parto de uma girafa não saía da minha cabeça. Esse parto aqui. Quando conversava não conseguia concluir o raciocínio. Na cabeça passavam muitas coisas. Muitos sentimentos de uma só vez. Não tinha palavras pra aquilo tudo. Ficava mentalizando o bebe passando, o útero se abrindo, tudo se abrindo. Rezava. As vezes minha vontade era ficar com as pernas fechadas. Mas aí me lembrava que precisava me abrir, que para toda aquela dor parar, o bebe tinha que nascer.

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E aí no meio dessa confusão toda de sentimentos e pensamentos, sinto a cabeça do bebê pressionando. Tudo começa a queimar. Solto uns gritos. Digo que tá doendo. Alguém me diz para colocar a mão e sentir a cabecinha. Coloco a mão e como uma criança desapontada, digo chorosa que não sinto ainda a cabeça. Mais uma contração e a vontade de fazer força surge. Na minha cabeça uma confusão entre fazer força ou não, deixar vir naturalmente ou forçar? Escolho fazer força e a cabecinha, finalmente nasce. Escuto o chorinho ❤️

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Com o corpinho ainda dentro de mim, ela já chorava. Anunciando ao mundo sua chegada.
A posição que melhor encontrei foi a de quatro apoios na piscina. Ela nasceu metade dentro, metade fora d’água. As mãos do pai e da Thaís a recepcionaram.

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Como havia pedido, ninguém me contou se era menino ou menina, eu queria ver com meus próprios olhos. O pai ja sabia que era nossa menininha.
Me virei, pulei o cordão umbilical e pude constatar e me emocionar e chorar e finalmente pegar minha pequena no colo. Nossa Giulia. Nome escolhido pelo irmão.

Era terça feira, dia 16 de setembro de 2014. As 00:55h.

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Continua…

Parte 1: Meu tão sonhado Parto Domiciliar (Nascimento da Giulia) – por Ma Morini

16 out

E ela foi concebida na madrugada de reveillon, no primeiro dia do ano de 2014, com muito amor e consciência.

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Que diferença de uma gestação pra outra (a gente compara, não tem jeito). Nessa, já engravidei bem mais magra, embora tenha engordado 20kg em ambas. Minha cabeça era outra, estava muito mais informada, muito mais empoderada, muito mais madura, sábia, atenta ao meu corpo, mais confiante nele e na natureza, mais ativa, serena, com cabelos lindos (do jeito que ele nunca foi), sem inchaços (nem no fim fiquei inchada, isso é um milagre), pele boa e quase nada ansiosa.

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Logo que soube da gravidez já sabia que seria parto domiciliar e não hospitalar, como conto aqui como foi o do Pietro. Sempre falava pro marido que se eu engravidasse, nasceria em casa e ela nasceu 😍
Procuramos um grupo de Apoio a Maternidade Consciente (esses grupos de apoio são essenciais para quem procura um parto normal, natural, humanizado, respeitoso, seja domiciliar ou hospitalar).
Escolhemos a ComMadre, porque sabia que a Ka Trevisan atendia lá e como ela tinha me dado aula no curso de doula, super estava simpatizada.

Passei também em consultas com uma obstetra do meu plano de saúde, escolhi a mais próxima de casa, só para ter as guias dos exames e faze-los pelo convênio (porque não dá pra fazer todos os mil exames de um pré natal pelo particular). Sabemos que é impossível ter um parto natural através dos convênios médicos 😪
NÃO recomendo que façam isso, a não ser que se esteja muito segura de suas escolhas para parir.
Dei sorte em não ter pego uma medica que me indicaria cesárea a todo custo, que me botasse medo e sei lá mais o que. Nunca conversamos sobre os meios de nascimento e isso pra mim foi ótimo, porque não precisei contar que ela não seria minha obstetra na hora do parto. As consultas eram rápidas e ela nunca me fez um exame de toque sequer.
Passei com ela até 35 semanas.

Pietro foi comigo em todas as consultas. Com a parteira, com a GO, nos exames todos e isso foi muito importante pra ele se sentir inserido nesse novo momento e pra entender que em breve teria mais um membro na familia. E também pra ficar a vontade com a parteira, que afinal estaria em casa no momento do nascimento da irmã.

Escolhi não saber o sexo. Queria passar por essa experiência, de só saber se era um menino ou uma menina, na hora do nascimento. Nos relatos que li e que fizeram assim, a emoção era enorme. E foi muito importante pra mim tratar e amar meu filho no ventre, sem rótulos, sem gênero. Apenas amar e aceitar.

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Amamentei Pietro a gestação toda e nunca tive sangramento, nem ameaça de parto prematuro em nenhum instante. Constato que isso é besteira, que pode sim amamentar gestando (se já fazia isso antes, o corpo está acostumado com a carga de ocitocina que recebe).

Optei em não ter doula, por alguns motivos… 1. porque viriam em casa duas parteiras, a Ka e a Thaís Bernardes (elas não são doulas, são parteiras, mas sabia que estaria muito bem amparada), 2. pra economizar grana pra pagar a fotógrafa, 3. porque eu estava muito segura em parir e 4. porque ensinei ao marido algumas massagens, dava pra ele quebrar um galho.

Mas eu SUPER recomendo que tenham uma doula no parto e também no pós parto. Se tivesse mais condições financeiras na época em que a Giu nasceu, eu teria contratado, com certeza.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:

· Diminui o uso do fórceps em 40%
· Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor
· Reduz o risco da depressão pós-parto
· Sucesso na amamentação
· Maior auto estima da mãe
· Maior satisfação com relação ao parto
· Diminui as taxas de cesárea em 50%
· Diminui a duração do trabalho de parto em 20%
· Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40%
· Diminui os pedidos de anestesia em 60%

…continua

Relato de Parto Natural/Leboyer

13 set

Por Denise Nappi

Fotos do acervo pessoal de Henry Bugalho e Denise Nappi [e de Phillipe tb]

Fotos do acervo pessoal de Henry Bugalho e Denise Nappi [e de Phillipe tb]

Quando comecei a pesquisar sobre as melhores opções de parto, tanto para mim quanto para o bebê, cheguei a conclusão de que eu queria parto natural, igual nossas bisas, índias e vaquinhas do campo, sem nenhum tipo de interferência médica, porém assistida por um parteira em ambiente hospitalar. Pronto, o plano era esse, então comecei a ouvir: Você está louca! Assim, sem anestesia, sem nada?!? Você não vai aguentar, vai implorar por medicação… blá blá blá.

Pois bem, bebês nascem na semana 40 (praticamente 10 meses), na semana 33 eu quase entrei em trabalho em parto prematuro e por isso tive que segurar o máximo ficando de repouso, estaria liberada na semana 37, assim foi feito…

Segunda feira, 26/08/2013 acordo com uma ligeira cólica, nada que me incomodasse…

Recebi minha doula em casa (uma pessoa que contratei para preparar meu psicológico e aguentar as longas horas de um trabalho de parto). Encontrei umas amigas e tudo parecia normal.

19h:30min da noite vou ao mercado, chegando lá sinto a bolsa estourar, com muita calma entro na fila, comento com a caixa e vou a casa fazer o jantar, eu já sabia que depois de estourar a bolsa, podia demorar ainda muitas horas, muitas dores e blá blá blá, eu saberia a hora certa de ir ao hospital, então fui fazer meu strogonoff, que estava morrendo de vontade.

Entre uma mexida na panela e outra, eu comecei a ter cólicas mais fortes, eu sabia que eram as contrações, mas como pintam como um horror, eu ignorei e pensei: Vou esperar o máximo que puder.

10h da noite fica pronto o jantar e eu não conseguia mais sentar para jantar, fui ao banheiro e… sangue!

Daí foi o bundalelê. PQP, corre que tem sangue! Liguei para a doula Continue lendo

Do que rolou em janeiro: entre doulas e cabelinhos, parto… e o pai, onde fica?

8 fev

Para concluir temporariamente o papo sobre PARTO, devo dizer: que polêmico foi esse primeiro mês do ano, hein? Muito disso, graças a um ‘certo’ hospital de São Paulo, que, além de proibir a presença de doulas, teve a infeliz ideia de publicar um post que incentivava o alisamento do cabelo de crianças que tem ‘o cabelo muito crespo’… Affx2! A repercussão foi tamanha que o tal post – sobre tratamento químico nas cabecinhas crespas – sumiu! Já a polêmica das doulas… deu foi mto pano pra manga: centenas de mulheres – mães, doulas, barrigudas e ativistas pela humanização do parto lotaram a Av Paulista no último domingo – e o AG tava lá, bem representado pela Ma Morini e sua família:

Marcha pelo direito a uma doula,  ocorrida em 03 de fevereiro de 2013, na Av Paulista, SP

Fotos do acervo pessoal da Ma

No post anterior a esse, minha ‘co-gestora’ de AG,  explica que: “Doulas são mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.”

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[Pequena pausa para tratar do cabelinho]

Fotos dos bebês by internet

Fotos das ‘bebelezas’ e seus variados ‘bebelinhos’ by internet

Vale dizer aqui que

o AG repudia toda e qualquer prática de racismo e opressão!

Mostremos às crianças que a beleza não tem um padrão – deixa o cabelo ser crespo, liso, pouco, muito e de qualquer cor. Feio é o preconceito: tentar encaixar os seres em fôrmas desde pequenos, estimulando uma padroninazão estética… Isso, além de feio, é cruel demais – só faz destruir a autoestima ainda em formação!

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Mas ‘a história do cabelo’ não foi nada se comparada a da proibição das doulas… Pra completar, alguns hospitais de SP que antes permitiam à ‘parturiente’ [palavra feia, mas tudo menos ‘mãezinha’!] ter na sala de parto o marido E a doula, disseram ‘Ê-e: agora é o marido OU a doula, mãezinha!’ – muito embora na maioria dos hospitais públicos essa já seja a realidade – isso, com sorte, quando respeitam o que a lei determina [alguns só permitem a presença de um acompanhante, quaaaando e SE a mãe requisita… oferecer, lembrar, informar dessa possibilidade, é uma ‘gentileza’ rara, viu?]

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Da importância da doula na hora do parto, todo mundo [que lê o AG], já sabe, agora, e a do PAI?

Perguntamos na nossa página do Facebook “Qual o lugar mais adequado para os pais” na hora do nascimento do baby:

na SALA DE PARTO ou SALA DE ESPERA?

Entre os nossos leitores que opinaram, a maioria esmagadora votou pela presença do pai na sala de parto.

Pais do lado de dentro da sala

Fotos enviadas pelos nosos leitores-amigos via Facebook do AG

Nas fotos – do lado de dentro da sala:
Mamãe Roberta Soares mandou a primeira foto de família do Matheus (2012) – Cristian Duarte com sua amada recebendo a amadinha Sara (2011) – O pequeno Gu bem aconchegado entre os pais Aline e Vantuir (2012) – Jose Bonilha no primeiro contato “externo” com sua primogênita (2009)

  • Mais dos nossos leitores

Karen Bandeira, que é mãe de gêmeos, contou que o marido assistiu ao parto e que foi lindo: “passaram os bebês para ele me mostrar – é uma emoção que mãe nenhuma esquece, a família reunida pela primeira vez…”

Mas, como nosso relatos de parto bem exemplificam, não adianta só romantizar o momento – porque, além de lindo, o troço é punk… Cabe ao pai que pretende assistir – e até mesmo ter que ‘fazer as vezes de doula’ estar preparado!

Nossa colaboradora, a Fabi Lopes, conta que o marido dela cedeu ‘gentilmente’ a vez a qualquer uma das mulheres da família que disputavam a vaga de doula: “O Jão golfa, ele vomita junto, imagina ver o parto… Não, não. Eu também preferi assim!”

Claro que cada caso é um caso… e pra cada família, uma sentença – enquanto algumas mães se sentem mais seguras com a presença do marido, outras, ficam desconfortáveis por serem vistas naquela situação [de bicho, como manda a natureza] – e enquanto alguns pais fazem muita questão de estar do lado de dentro da sala, outros se sentem melhor na sala de espera – que é outro tipo de emoção. O grande objetivo da coisa é que todos estejam confortáveis e seguros para vivenciar esse momento ‘fuckspecial’ que é o nascimento de um filho. Como bem apontou um dos pais votantes da nossa enquete:

“Embora existam muitas orientações textuais sobre o lugar do pai nesse momento, a situação e a maturidade é que vão ditar essa posição”, disse Alisson Affonso, pai da pequena Beatriz – Disse bem… E tem o dito ;]

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Na foto: Renato (e Pietro, os meninos da Ma Morini)

Na foto: Renato (e Pietro, os meninos da Ma Morini)

E como nós apoiamos a presença do pai junto ao filhote, independente do lado da sala que ele tenha escolhido para esperar, apoiamos também o Projeto de Lei que tenta aprovar a Licença Paternidade de 30 dias! Já pensou, que maravilha?

Se nós, mães, achamos pouco tempo os 4 meses [mínimos] da Licença Maternidade… O que dizer dos ‘3 dias’ que, atualmente, os pais tem direito??? Bora votar na Petição Pública em apoio ao PL da Licença Paternidade – clica aqui e, simbora!

Mais amor, por favor…

1 fev

Ainda mais quando o assunto é parto. Esse é um  momento único e toda mulher deveria estar mais que cercada de amor e humanização nesse momento tão ‘sentido’, tão pleno, tão ímpar, tão ‘tudo’. Mas nem sempre é assim.

Muito se tem falado sobre parto humanizado e o assunto é extenso a beça.

Vou falar sobre as doulas. Afinal, quem decide por ter o acompanhamento de uma doula, já é quase 100% caminho andado rumo ao ‘mais humano’, rumo ao amor.

Mas o que é uma doula?

Imagem do Google

Imagem do Google

“A palavra ‘doula’ vem do grego ‘mulher que serve’. Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.” – texto bárbaro, da parteira e obstetriz, Ana Cris Duarte (retirado DAQUI).

Imagem retirada do blog Diretório Materna

Sem contar que as doulas ajudam a diminuir as taxas de cesárea, aumentando as chances de um parto normal. Ela tem um lugar único na equipe de atendimento ao parto, dando suporte psicológico e conforto físico para a mulher. E como muitos alegam falsamente, as doulas não causam infecção, pois não executam procedimentos técnicos.

E nessa quinta  (31/01/2013), as doulas foram reconhecidas pelo Ministério do Trabalho.

3221-35 – esse é o número 🙂

Ministério do Trabalho

Ministério do Trabalho

Aqui em São Paulo, duas grandes maternidades limitaram a entrada de doulas em suas instalações. Elas estão ‘obrigando’ as gestantes a escolher entre o pai da criança ou a doula, para acompanhar o parto. Sacanagem, né? A mãe precisa da doula e precisa do apoio do marido e o marido também acaba precisando do apoio da doula. Muitos homens, não sabem como agir diante de um trabalho de parto. É comum que tenham medo de expor suas emoções, com receio de atrapalhar a mãe, que está em trabalho de parto. A doula ‘mostra’ o caminho para ambos e os tranquiliza.

E por conta dessa polêmica das maternidades, vai rolar uma Marcha bacanuda (o Movimento das Mulheres e Homens pelo Direito a uma DOULA – em qualquer hospital brasileiro durante o pré parto, parto e pós parto), nesse domingo (03). A marcha começará no Edifício da Gazeta, passará em frente à Maternidade Pró Matre, seguirá pela Av. Paulista e acabará em frente à Maternidade Santa Joana.

Queremos DOULA

Queremos DOULA

Eu só tive profundo conhecimento do que era uma doula, quando meu filho já tinha nascido. Entrei de cabeça no mundo ‘maternista’ depois dele ter chegado. Nunca é tarde, não é mesmo? E eu luto (e estarei presente nessa marcha, com marido e filho) pelo direito da mulher, de escolher como e com quem quer parir.

Vem também!!

Encontre uma Doula:

Doulas em São Paulo, Doulas em Porto Alegre, Doulas em Belo Horizonte, Doulas no Rio de Janeiro

Fontes de pesquisa:

Doulas, Movimento no Face.

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