Sobre a não-síndrome de mãe-única

13 set

Ouvindo alguns comentários sobre meu jeito de maternar [elogios, na maioria das vezes, até porque quem discorda não costuma se manifestar] me peguei pensando em por que eu não pareço [o estereótipo de] mãe de filho único?.. [como chama isso, mãe única? Pois deveriam criar um termo que simplifique… Se criaram, tô por fora — vou usar esse: mãe única x mãe múltipla].

Não pareço mãe única porque não acho que meu filho vai quebrar no primeiro tombo [ou no segundo, ou no 23º do dia]: crianças escalam, correm, e, no caso do lá de casa, então… pulam loucamente – e caem, e levantam e seguem fazendo o mesmo, na maioria das vezes – a menos que algum adulto apavorado as impeça… Também não temo que vá sufocar dormindo, comendo, tomando água ou que vá ‘ficar vesgo’ lendo de cabeça pra baixo, olhando pra aba do chapéu ou girando feito piorra louca.
Também não sou omissa, longe disso – tô sempre por perto, observando, acompanhando e me divertindo com as estripulias de todo o dia – alertando dos reais perigos e salvando ele das encrencas quando e se isso se faz necessário.

Acontece que, pra minha sorte, Dimi é um menino saudável, realmente saudável – menino é um tourinho! Também pudera, mamou no peito até ‘ontem’! Correr para o pronto socorro só foi preciso num episódio de ‘vômito-Linda Blair que abalou nosso primeiro natal em família… Coisa traumatizante… E ‘graças’ ao calor horroroso que fazia! Vou temer o calor agora? Odiar [ainda mais] o verão? Deixar o menino em animação suspensa durante uma estação inteira? Não dá.

Nesses quase 2 anos e meio, liguei pra a pediatra em desespero  só duas vezes. Eram mesmo emergências  e, ainda assim, em nenhuma das vezes saímos correndo balançando os bracinhos e fazendo cena de novela mexicana pra depois voltar pra casa com um bandaid no suposto ‘ferimento mortal’.  Em ambas, pode-se resolver a emergência com a ajuda da instrução recebida por telefone, muito carinho e observação nas horas que se seguiram para  só depois, na consulta rotineira, verificar que realmente estava tudo bem – confiar na pediatra que se escolhe ajuda e muito!

– A primeira situação dessas foi o primeiro tombo – Dimi tinha 8 meses, caiu da minha cama num cochilo nosso durante o dia, afrouxou um dente da frente, um dos poucos que tinha na época. Cortou o lábio, ficou bicudo – teve sangue e escândalo, mas tudo acabou bem e o dente segue lá, firme e intacto no seu devido lugar.

[vale contar meu truque: em situações caóticas em que todo mundo perde o controle, inclusive eu: água! Pego o menino no colo e me meto debaixo do chuveiro com ele abraçadinho. Aquela água morna caído sobre nós, além de limpar o ferimento, quando há um, e permitir que se veja o tamanho do estrago, acalma – como num passe de mágica!]

– Na outra, um caso de alergia alimentar na primeira vez em que Dimi experimentou morangos – tinha também 8 meses [o que não é a idade recomendada, mas era a fruta da estação e a pediatra concordou que poderíamos deixar ele provar um moranguinho e ficar observando as reações]. Deixei, observei, guri começou a pegar a cor dos morangos pra si! Obviamente, me apavorei, achei que a próxima etapa seria inchar e não respirar, chorei, blasfemei contra todos os morangos da Terra e liguei… No fim, não foi nada demais, ficou só no vermelhão mesmo. Demos um tempo de 6 meses para repetir – e perdoar – os morangos. Pensando agora… que fase essa dos 8 meses dele, hein?

Mas voltando a não-síndrome de mãe-única. Pensei, pensei e descobri que, sim, eu já fui mãe única, o estereótipo completo: nervosa, insegura, que na ameaça de um espirro do filhote já temia pneumonia… Que desmanchava a comida numa golesma nojenta com medo que o bebezinho se engasgasse; que mal deixava o filhotinho dormir de tantas vezes que o cutucava só pra se certificar de que estava tudo bem… Fui essa mãe, sim, quando adotei a Rukia! [e não é à toa que eu ainda confunda pediatra e veterinária… as palavras, não as profissionais ;]

Dos tempos em que éramos só nós duas...

Dos tempos em que éramos só nós duas…

Faz sentido que eu não tenha essa neurose toda com o Dimi, uma vez que ele é, na verdade, meu terceiro filho!

Depois veio a Jani e eu deixei de ser mãe única

Depois veio a Jani e a Rukia deixou de ser filha única

Tá explicado… sorte a dele que teve as duas manas gatas me treinando para ser uma mãe melhor ♥

Porque #mãedebicho também é mãe.

Meus três bichinhos ♥

Meus três bichinhos ♥

 

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