Tag Archives: pai

M* de filho é m* de pai

19 set
por Renato Maluf
RM
O Pi completaria um ano, e a Mari já organizava a festa fazia pelo menos uns dois meses.
Um belo dia, tivemos que ir a algumas lojas de acessórios para tais fins, e compraríamos copinhos descartáveis, balões, chapeuzinhos e outras coisas mais.
Ele estava com onze meses e uns dias, ou seja, tínhamos que comprar ou comprar, e o prazo era curto, pois na semana seguinte viajaríamos para o interior, onde a festa aconteceria.
Filho no meu colo, de ‘cadeirinha’: eu sempre o segurei ‘sentado’ em meus braços.
Na primeira loja, nada; na segunda, nada. Na terceira, finalmente, encontramos o que a mãe queria; porém, de repente, comecei a sentir um cheiro de… hm… fim de festa?
Era um cheirinho forte, que penetrava pelas narinas, acintoso. Quando olhei para baixo, batata: ele havia feito um cocozão pastoso como nutella, e a fralda não dera conta. O cocô subiu, desceu, saiu pelos lados, etc. A minha camiseta azul ficou azul e marrom.
Grudei meu filho mais ainda em mim, quando notei, e mostrei só para a mãe dele. Por onde eu passava, as pessoas me olhavam.
Para todos os efeitos, eu havia soltado um pum. Era minha a culpa. Eu a assumira.
Fomos para casa, de acessórios comprados, e então limpamos o garoto. Minha camisa demorou a querer largar o marrom-amarelado daqueles ‘montinhos macios’. Só na “5 à Sec” conseguiram fazê-lo.
Mas é isso:
ser pai é assumir a c*g*da do filho como sendo a sua própria c*g*da, ‘cause life must go on’
e, de preferência, com a família unida.
coco_de_bebe[1]
(foto daqui)
Anúncios

Do que rolou em janeiro: entre doulas e cabelinhos, parto… e o pai, onde fica?

8 fev

Para concluir temporariamente o papo sobre PARTO, devo dizer: que polêmico foi esse primeiro mês do ano, hein? Muito disso, graças a um ‘certo’ hospital de São Paulo, que, além de proibir a presença de doulas, teve a infeliz ideia de publicar um post que incentivava o alisamento do cabelo de crianças que tem ‘o cabelo muito crespo’… Affx2! A repercussão foi tamanha que o tal post – sobre tratamento químico nas cabecinhas crespas – sumiu! Já a polêmica das doulas… deu foi mto pano pra manga: centenas de mulheres – mães, doulas, barrigudas e ativistas pela humanização do parto lotaram a Av Paulista no último domingo – e o AG tava lá, bem representado pela Ma Morini e sua família:

Marcha pelo direito a uma doula,  ocorrida em 03 de fevereiro de 2013, na Av Paulista, SP

Fotos do acervo pessoal da Ma

No post anterior a esse, minha ‘co-gestora’ de AG,  explica que: “Doulas são mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.”

————————–

[Pequena pausa para tratar do cabelinho]

Fotos dos bebês by internet

Fotos das ‘bebelezas’ e seus variados ‘bebelinhos’ by internet

Vale dizer aqui que

o AG repudia toda e qualquer prática de racismo e opressão!

Mostremos às crianças que a beleza não tem um padrão – deixa o cabelo ser crespo, liso, pouco, muito e de qualquer cor. Feio é o preconceito: tentar encaixar os seres em fôrmas desde pequenos, estimulando uma padroninazão estética… Isso, além de feio, é cruel demais – só faz destruir a autoestima ainda em formação!

————————–

Mas ‘a história do cabelo’ não foi nada se comparada a da proibição das doulas… Pra completar, alguns hospitais de SP que antes permitiam à ‘parturiente’ [palavra feia, mas tudo menos ‘mãezinha’!] ter na sala de parto o marido E a doula, disseram ‘Ê-e: agora é o marido OU a doula, mãezinha!’ – muito embora na maioria dos hospitais públicos essa já seja a realidade – isso, com sorte, quando respeitam o que a lei determina [alguns só permitem a presença de um acompanhante, quaaaando e SE a mãe requisita… oferecer, lembrar, informar dessa possibilidade, é uma ‘gentileza’ rara, viu?]

————————–

Da importância da doula na hora do parto, todo mundo [que lê o AG], já sabe, agora, e a do PAI?

Perguntamos na nossa página do Facebook “Qual o lugar mais adequado para os pais” na hora do nascimento do baby:

na SALA DE PARTO ou SALA DE ESPERA?

Entre os nossos leitores que opinaram, a maioria esmagadora votou pela presença do pai na sala de parto.

Pais do lado de dentro da sala

Fotos enviadas pelos nosos leitores-amigos via Facebook do AG

Nas fotos – do lado de dentro da sala:
Mamãe Roberta Soares mandou a primeira foto de família do Matheus (2012) – Cristian Duarte com sua amada recebendo a amadinha Sara (2011) – O pequeno Gu bem aconchegado entre os pais Aline e Vantuir (2012) – Jose Bonilha no primeiro contato “externo” com sua primogênita (2009)

  • Mais dos nossos leitores

Karen Bandeira, que é mãe de gêmeos, contou que o marido assistiu ao parto e que foi lindo: “passaram os bebês para ele me mostrar – é uma emoção que mãe nenhuma esquece, a família reunida pela primeira vez…”

Mas, como nosso relatos de parto bem exemplificam, não adianta só romantizar o momento – porque, além de lindo, o troço é punk… Cabe ao pai que pretende assistir – e até mesmo ter que ‘fazer as vezes de doula’ estar preparado!

Nossa colaboradora, a Fabi Lopes, conta que o marido dela cedeu ‘gentilmente’ a vez a qualquer uma das mulheres da família que disputavam a vaga de doula: “O Jão golfa, ele vomita junto, imagina ver o parto… Não, não. Eu também preferi assim!”

Claro que cada caso é um caso… e pra cada família, uma sentença – enquanto algumas mães se sentem mais seguras com a presença do marido, outras, ficam desconfortáveis por serem vistas naquela situação [de bicho, como manda a natureza] – e enquanto alguns pais fazem muita questão de estar do lado de dentro da sala, outros se sentem melhor na sala de espera – que é outro tipo de emoção. O grande objetivo da coisa é que todos estejam confortáveis e seguros para vivenciar esse momento ‘fuckspecial’ que é o nascimento de um filho. Como bem apontou um dos pais votantes da nossa enquete:

“Embora existam muitas orientações textuais sobre o lugar do pai nesse momento, a situação e a maturidade é que vão ditar essa posição”, disse Alisson Affonso, pai da pequena Beatriz – Disse bem… E tem o dito ;]

—————-

Na foto: Renato (e Pietro, os meninos da Ma Morini)

Na foto: Renato (e Pietro, os meninos da Ma Morini)

E como nós apoiamos a presença do pai junto ao filhote, independente do lado da sala que ele tenha escolhido para esperar, apoiamos também o Projeto de Lei que tenta aprovar a Licença Paternidade de 30 dias! Já pensou, que maravilha?

Se nós, mães, achamos pouco tempo os 4 meses [mínimos] da Licença Maternidade… O que dizer dos ‘3 dias’ que, atualmente, os pais tem direito??? Bora votar na Petição Pública em apoio ao PL da Licença Paternidade – clica aqui e, simbora!

%d blogueiros gostam disto: