Tag Archives: pai e filho

Missão dada é missão cumprida

8 nov

por Renato Maluf

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… e a mãe chegou para o pai, altiva, poderosa, irrebatível, dizendo:

– Marido! De hoje em diante o banho do Pi é com você.

– Hm… ok, embora eu não seja tão bom nisso, está combinado.

Comecei a brincar com ele, correr para cá e para lá, botei o moleque no pescoço, giramos, pulamos, mas, de repente, comecei a sentir um cheiro estranho.

– Mãe, ele fez cocô?

– Não sei, veja você mesmo!

E ela sabia! Mas escondeu o jogo! Quando puxei a fralda para dar uma olhada lá na região do cóccix, fiquei com o indicador e o médio atolados, até as falanges proximais, num monte de lama.

– Mãe! Ô, mãe! Ele fez um quilo de cocô!

– Hahahahahahahaha! Então vai dar banho!

– Você já havia visto, né?

– Claro, mas o banho não é comigo.

Beleza de Método Montessoriano que ela aplicou comigo. Quero ver, ainda, onde é que isso está escrito, no livro da Laura Gutman.

No banheiro, tirei a fralda. A danada pesava perto de 600g. Limpei o que deu, passei o lencinho umedecido, e toca pro banho, rapááá!

Até então eu não lavava a cabeça, por medo do ardor nos olhos, da moleira, enfim, medo.

Mas até que foi um banho bem dado. Sem resquícios de cocô ao fim, sovaquinhos lavados, pescoço idem, enxuguei bem, passei Cetrilan, troquei a fralda, botei uma camiseta e… pronto!

Depois daquele dia dei alguns banhos, mas não mais que a mãe. Ela estava me dando uma lição, pois consegue dar banho no garoto com as mãos amarradas nas costas, vestindo luvas de boxe e pendurada no chuveiro de ponta cabeça. É covardia, né?

Valeu o aprendizado: se deixar, o pai só brinca e não presta a menor atenção ao que está se passando com o filho…

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Imagem retirada daqui

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M* de filho é m* de pai

19 set
por Renato Maluf
RM
O Pi completaria um ano, e a Mari já organizava a festa fazia pelo menos uns dois meses.
Um belo dia, tivemos que ir a algumas lojas de acessórios para tais fins, e compraríamos copinhos descartáveis, balões, chapeuzinhos e outras coisas mais.
Ele estava com onze meses e uns dias, ou seja, tínhamos que comprar ou comprar, e o prazo era curto, pois na semana seguinte viajaríamos para o interior, onde a festa aconteceria.
Filho no meu colo, de ‘cadeirinha’: eu sempre o segurei ‘sentado’ em meus braços.
Na primeira loja, nada; na segunda, nada. Na terceira, finalmente, encontramos o que a mãe queria; porém, de repente, comecei a sentir um cheiro de… hm… fim de festa?
Era um cheirinho forte, que penetrava pelas narinas, acintoso. Quando olhei para baixo, batata: ele havia feito um cocozão pastoso como nutella, e a fralda não dera conta. O cocô subiu, desceu, saiu pelos lados, etc. A minha camiseta azul ficou azul e marrom.
Grudei meu filho mais ainda em mim, quando notei, e mostrei só para a mãe dele. Por onde eu passava, as pessoas me olhavam.
Para todos os efeitos, eu havia soltado um pum. Era minha a culpa. Eu a assumira.
Fomos para casa, de acessórios comprados, e então limpamos o garoto. Minha camisa demorou a querer largar o marrom-amarelado daqueles ‘montinhos macios’. Só na “5 à Sec” conseguiram fazê-lo.
Mas é isso:
ser pai é assumir a c*g*da do filho como sendo a sua própria c*g*da, ‘cause life must go on’
e, de preferência, com a família unida.
coco_de_bebe[1]
(foto daqui)
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