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O papel da PLACENTA

9 set

Imagem do Google

Já pararam pra pensar sobre a importância da placenta?

Ela simplesmente alimenta nosso filho por toda gestação, faz com que ele tenha todo oxigênio necessário para ficar vivo e ainda evita que coisas maléficas passem para ele. Fico besta só de pensar que a placenta só pára de funcionar no momento em que o bebê realmente consegue passar pelo canal de parto, e só então chega a vez de seu próprio nascimento.

Ela é perfeita.

Li uma história muito bonita sobre os índios e a placenta. Que diz mais ou menos que em uma determinada tribo, as placentas de todas as mulheres que parem, são enterradas ao pé de uma árvore. Eles chamam essa árvore, de árvore da vida, ela é a maior, a mais viva e a mais bonita de todas as árvores. Em uma outra tribo, eles usam o cordão seco para fazer um bracelete de proteção para a criança. São usadas também por homeopatas e tem até gente que come placenta.

E recentemente me interessei pelas Cápsulas de Placentas, prática constante nos EUA e com cada vez mais adeptos no Brasil.

Foto

As cápsulas. Foto retirada daqui

Placentofagia é o nome que se dá para quem come placentas, ato comum entre os mamíferos.

Extraí um trecho da revista Crescer (de outubro de 2011), com uma excelente explicação:

O movimento atual em prol da placentofagia começou há cerca de cinco anos em Las Vegas, por conta do ativismo de Jodi Selander, uma psicóloga americana que construiu uma proeminente indústria da placenta. “Minhas pesquisas com animais foram usadas para basear a afirmação de que isso é benéfico para os seres humanos”. 

Com a promessa de aliviar os sintomas da depressão pós-parto, auxiliar na produção de leite e repor nutrientes perdidos durante a gravidez, Jodi desenvolveu e passou a disseminar uma técnica de encapsulamento de placenta. “Depois que a placenta é totalmente desidratada, ela é moída até virar um pó fino, e esse material é colocado em cápsulas de gel”, diz Jennifer Mayer, encapsuladora, doula e preparadora de placenta, que utiliza o mesmo método de Jodi.

Gente, tem até curso para se tornar uma encapsuladora de placenta. Amei! a louca

E preciso nem dizer, que a maioria das mulheres que praticam a placentofagia, são adeptas do parto domiciliar. Dessa forma fica mais fácil e sem burocracias para a mulher ter o que é de direito dela, sua própria placenta.

Óin, que kit mais amor. Cápsulas da placenta nos vidrinhos, um desenho com o carimbo da placenta, para guardar pra toda vida e o cordão umbilical já seco, em forma de coração. Imagem daqui.

Óin, que kit mais amor. Cápsulas da placenta nos vidrinhos, um desenho com o carimbo da placenta, pra guardar pra toda vida e o cordão umbilical já seco, em forma de coração.
Imagem daqui.

E sabe que essa história me fez sentir uma pena danada das placentas descartadas nos lixos hospitalares. Acho que muitas mães nem sequer olham para suas placentas, nem sequer agradecem e se despedem dela.

Pensando bem, ela é nossa por direito, não é? Um órgão nosso, que NÓS geramos. Deveriam nos perguntar, logo após o nascimento, o que queremos fazer com a placenta. Descartar ou levar embora junto com o bebê.

Falando em levar embora junto com o bebê, me lembrei do Parto de Lótus, onde o cordão umbilical não é cortado e o bebê fica com a placenta ligada a ele até que se desprenda, naturalmente.

Seus benefícios vão desde a não infecção, porque não há corte do cordão; toda vitamina K, células de defesa e células tronco presentes na placenta são transmitidas ao bebê; sem contar o maior vínculo com a mãe.

Mais sobre Parto de Lótus aqui na Vila Mamífera, um relato lindo, e mais informações aquiaqui.

Parto de Lótus <3  Foto daqui.

Parto de Lótus ❤
Foto daqui.

Saquinho fofo para guardar placenta. Foto daqui.

Saquinho fofo para guardar a placenta. Foto daqui.

Eu plantei a placenta que nutriu Pietro. Plantei junto de uma muda de jabuticabeira.

E foi em uma das consultas do pré natal, que perguntei para meu GO se poderia levar minha placenta embora. Certeza que naquele momento ele me achou uma louca, mas eu pedi mesmo, na caruda. Ele só pediu para lembrá-lo no dia do parto e pediu também que eu dissesse (na frente dos outros, pediatra, enfermeiras, etc) que era pra fins de “pesquisa particular em laboratório” .

A placenta foi pra minha casa junto do Pietro, dentro de uma latinha. Mas acho que hoje em dia, agiria diferente, a começar pelo parto. Tenho muita vontade de um parto domiciliar e de encapsular minha placenta. Quem sabe.

Placenta do Pi

E a placenta do Pi tá ali ó…

Não deixem de ler esse texto, da Aurea Gil – Carta Para Minha Placenta e esse outro, da Kara Crabb – Comi a Placenta da Minha Amiga.

E por aí? O que acham de todos esses assuntos em volta da placenta?

Beijos.

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Vida! [vídeo 01]

17 jan

E já que começamos com nossos relatos, vai aqui, nosso primeiro vídeo.

Que tem tudo a ver!!!

[fotos dos acervos pessoais de Ma, Ju e seus respectivos filhotes.

Arte do vídeo de Ma Morini]

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