Tag Archives: papinhas

Papo sobre Papinha – Parte 2: Purê de abóbora e Compota de maças

25 jul

Ninguém acreditaria se eu dissesse que tô pra começar esses posts sobre alimentação [introdução alimentar e receitas de papinhas] desde que apresentei meu gordinho ao fantástico mundo-alimentício-além-da-teta, aos 6 meses – e isso já tem 9, quase 10 meses, affmaria! Tô muito em débito com o AG, hein? Mas sei que as mães-leitoras beeeem entendem o que o combo ‘falta de tempo + excesso de afazeres’ pode fazer na vida da pessoa-mãe-blogueira aqui.

O bom dessa demora toda, é que, tendo um gordinho comilão como o que eu tenho casa, são muitas as receitas já testadas e aprovadas – menino é mesmo bom de garfo, viu… ou melhor, bom de colherinha de silicone, porque talher de verdade que é bom e comida em pedacinho que é melhor ainda, até agora, não rola – daí vem alguém e diz:

‘mas cooooomo? um menino de 1 ano e 3 meses ainda precisa que esmague a comida? cospe grão de arroz? não segura um talher???’ – É, bem assim. Faz nada disso, não.

comer pedacinhos, nem pensar, mas a ração das gatas é convidativa... ai, ai, bebês!

comer pedacinhos, nem pensar, mas a ração das gatas é convidativa… ai, ai, bebês!

Na verdade, a resposta seria ‘às vezes’ – quando ele tá com fome, come até pedra [‘comeria’… nunca dei, mas tenho certeza que comeria!], mas, no final da papinha tem que ser tudo bem desmanchadinho mesmo, em consistência ‘paposa’ [sem qualquer piadinha infame proposital relacionada ao papa que nos visita – juro!], caso contrário… ele usa o eject da boca de bebê e vai comida pra todo lado, MENOS pra dentro. E eu, como quero mais é que ele coma bem, que goste de fazer as refeições e que não veja nelas nada de ruim, sigo o ritmo que ele vai me ditando – e, por ora, sigo esmagando // cada criança tem o seu ritmo de fazer cada coisa.  cabe ao olho, e a sensibilidade de quem o cuida, captar e acompanhar esse ritmo.

Mas vamos logo às receitinhas! Continue lendo

Papo sobre papinhas – Parte 1: Açúcar no dos outros é refresco!

25 jun

Semana passada, numa dessas consultas de rotina em que se pesa, mede e mensura toda a fofura que cabe nos nossos pequenos, ouvi da boca da pediatra algo que eu queria ter gravado e deixado de música de fundo lá em casa, no repeat – eu dizia a ela que ele come muito e sempre – mesmo quando tá incomodado com algum dente novo ou outra chatice típica de bebê, ele come, come menos nesses dias, mas come! E ela me disse que isso se deve aos acertos que tivemos durante o primeiro ano de vida dele, a forma como nos dedicamos para que ele criasse hábitos alimentares – êeeba ponto pra nós: Dimi sabe comer! [já dormir… nem é bom lembrar -mas não estamos falando disso, então, abafa!] — e ela disse mais:

dimi gostoso

‘Teu filho é uma criança muito bem alimentada em todos os aspectos, isso é visível!’ 

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Blogagem Coletiva: Mamãe Está de Olho (ALIMENTAÇÃO INFANTIL)

10 fev
Estamos de olho

E nós, do AG, também estamos de olho.

E foi proposto, pelos blogs A Sós, Reciclando com a Mamãe e Para Beatriz, uma blogagem coletiva super legal e muito importante, sobre alimentação infantil.

Aqui em casa, até alguns dias atrás, a gente conseguia comer algumas porcarias na frente do Pietro, sem que ele demonstrasse qualquer interesse. Agora, minha amiga, a coisa tá séria. O menino, que acaba de completar 11 meses, quer e pede tudo o que estamos comendo. É chegada a hora de dar o exemplo, porque aquela ladainha do ‘faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço’, não funciona para educar uma criança, não mesmo.

Até hoje, eu sempre cuidei muito da alimentação do Pi, compro orgânicos, não dou açúcar, não dou nada artificial e o leite materno é ainda o principal alimento dele. Mas confesso que eu adoro comer porcarias, sinto necessidade de comer um doce todo santo dia. Fast food, rola pelo menos uma vez na semana. Refrigerante, o marido curte pacas e sempre compra. Temos um vicio feio de ir na padaria e trazer pra casa, um porre de doces maravilhosos. Claro, não dou nada disso pro Pietro e comemos escondidos. Mas até quando a gente vai conseguir esconder do menino? Ele está crescendo e não é bobo nem nada. Que exemplo, nós, pais, queremos dar ao nosso filho?

Estou trabalhando internamente essas questões e quero, de verdade, me livrar dessas porcarias tão gostosas, de fácil acesso, e que fazem tão mal a saúde. Não imagino meu filho, de paladar tão purinho, se viciando nessas tranqueiras. Mas, para isso, precisamos começar por nós, adultos, a dar o exemplo e curtir mais o ‘natural’.

O primeiro passo, vai ser cortar o fast food semanal. Depois, o refrigerante. Já conseguimos parar com o suco de caixa (aquele, que de néctar de fruta não tem nada, só puro açúcar e conservantes) e substituímos pela água e pelo suco em polpa. Devagar, a gente consegue e o melhor de tudo, é que somos adeptos dos grãos integrais e dos ‘cozidões’ com um sem fim de verduras. Gostamos de todo tipo de vegetal, aqui em casa não tem frescura. Outra coisa que queria me ver livre, são das carnes. Sou super simpatizante dos veganos, mas isso ainda não é para mim. Ainda.

Assistimos (eu e marido, fiz questão que ele também visse) aquele documentário, Muito Além do Peso, e ficamos chocados com a escassez e preços altíssimos dos alimentos naturais. Outra coisa que super me chamou atenção, foram as crianças que não sabiam o que era um abacate, uma manga, um mamão… Depois de ter visto isso, passei a dar frutas e legumes inteiros para Pietro analisar.

"Porque a maçã é vermelha e ácida e a pêra é amarela e suculenta... né, mamãe?"

“Porque a maçã é vermelha, redondinha e ácida e a pera é amarela e suculenta… né, mamãe?”

Sem contar, o absurdo das gondolas dos supermercados, né? Todas lotadas de produtos maléficos, coloridos artificialmente e por onde se olha, vê personagens e mais personagens infantis (uma puta sacanagem da publicidade). Normalmente, aqui pra gente, fazemos da ida ao mercado, um passeio. Pietro curte muito, só que vejo, em um futuro não tão distante, que esse ‘passeio’ vai se tornar apenas coisa de adulto.

Bom, chego a conclusão que um pouco de esforço não faz mal a ninguém. E está mais do que na hora de deixarmos de lado aquele pensamento do ‘se não consigo melhorar 100%, então prefiro deixar tudo como esta’. E não é bem assim, um pouquinho que melhoramos, conta e muito. Afinal, não existe perfeição, né?

Estou disposta a melhorar. Pelo futuro do meu filho e o nosso também. E você?

Por Ma Morini

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PAPINHO SOBRE PAPINHA

Nos empolgamos tanto que fizemos até um novo vídeo, porque o assunto merece!

A introdução alimentar nunca foi tão linda!
Do peito a papinha, a relação com o alimento é mais do que a função [nada simples] de nutrir… Seja paciente, persistente, dedicada, organizada, APAIXONADA. criativa e [ufas!] tudo vai dar certo ;]
[Fotos do acervo pessoal das autoras do blog Ando gestando [Ma Morini e Ju Blasina], arte de Ju Blasina e  música by Palavra Cantada, “Sopa”]

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Começo o meu relato sobre esse assunto [que eu aaaamo!] com um desabafo: eu sofro bulling por cuidar bem da alimentação do meu filho! Sofro bulling por tentar fazer o certo, 100 % do tempo, sem pausas em finais de semana, feriados ou visitas à casa da vovó. O certo…  E o que diabos é o certo?

O certo, aqui, é uma alimentação bonita, cheirosa, gostosa e saudável – que é bem definida no ‘estatuto’ do AG como aquela o menos artificial possível – a famosa “comidinha da mamãe”.

Já ouvi um ou outro elogio como ‘ah, pergunta pra Ju que ela é especialista no assunto’, ou ‘nossa, até eu comeria essa papinha’, mas na maioria das vezes, eu sofro bulling. Sofro bulling e isso me incomoda pácas! Incomoda, porque a gente sempre espera que as pessoas mais próximas valorizem aquilo que tem valor para a gente… Que, se não entendem bem os nossos porquês, que pelo menos respeitem nossas escolhas – especialmente no que diz respeito à forma de se criar (e alimentar!) filhos! Mas… não é bem assim que acontece… Infelizmente.

O bulling de ser ‘neurótica com a alimentação do guri’ me incomoda, mas não me influencia.

Eis uma lista comentada das coisas que eu engulo dos ‘bulinadores’ com mais frequência que minha paciência me permite digerir [o jeito é rir pra não chorar]:

  • O que é que adianta toda essa frescura se daqui a pouco ele vai pra escola e aí, vai se encher de porcaria? [adianta que… a introdução alimentar deixa marcas para o resto da vida – inclusive na forma como a criança se relaciona com os alimentos. Ora bolas…]
  • (No restaurante ou nas festas) Tadinho… ele não vai comer nada? (Tadinho… ele comeu uma de suas papinhas favoritas antes de sair de casa… com uma fruta de sobremesa… E mamou – no peito! Tadinho, que tortura! Vou me entregar para o conselho tutelar!)
  • Pra que todo esse trabalho se, hoje em dia, vende tudo pronto? [essa, não foi pra mim – foi um amigo (pai cuidadoso pácas!) que ouviu da própria mãe… uma avó não-ortodoxa, não?]
  • Tadinho… É tudo sem açúcar?! NEM SAL?!!! [Oh, blasfêmia! Blasfêmia!!!]
  • Eu vou te levar pra minha casa e te encher de gelatina, iogurte… chocolate/sorvete/ou qualquer-outra-porcaria-industrializada [essa aí, a pessoa diz direto para o bebê – talvez por falta de coragem pra dizer me olhando nos olhos!]
  • E danoninho? danoninho pode, né? [É… Não! – mas que mania que as pessoas tem de danoninho… danoninho e bolacha maria! Aff! Não pode, não: primeiro que, leite (que não seja LM ou Fórmula, pra quem precisa) e seus derivados, só depois de um ano, segundo que danosinho, não é iogurte nem aqui nem ali!]
  • Se ele chorar, dá uma bolacha maria que passa… (Passa… o quê??? A fome? Sim, porque comida não é recompensa ou resposta pra qualquer coisa além de… FOME! E seeee for para dar uma bolacha, pra variar o cardápio de veeez em quando, que seja uma bolacha de água e sal, que ‘é uma coisa natural’ ;]

Tadinho [o ‘tadinho’ é campeão..], olha a carinha dele! Tá salivando… Quando ele vai poder comer… (chocolate/sorvete/qualquer-outra-porcaria-industrializada)?

O que as pessoas não entendem é que (número 1) manter uma alimentação saudável e balanceada não é pra mim “um sacrifício pelo bem do bebê” – sempre fui chata cuidadosa com a minha própria alimentação, sempre me entendi ‘sendo aquilo que como’, porque então eu seria relapsa justo agora, quando isso implica na saúde da pessoinha com a qual mais me preocupo no mundo?! Além disso, cara.. Eu amo cozinhar! Ainda mais para quem se ama – definitivamente, não é um sacrifício, é um prazer!  E outra (número 2), não é sacrifício algum para o bebê comer uma comida gostosa, saudável, feita com ingredientes selecionados e todo o amor do mundo – ainda que praticamente sem sal!

Vou contar um ‘segredo’: caso você não tenha sacado ainda, o bebê não sabe que é sem sal ou sem açúcar… também não sabe que chocolate e sorvete são tãaaao bons (apesar de maus)… Não sabe, até que prove pela primeira vez, então, não caia nessa de ‘mas ele tá salivando – ele quer’. Ele pode até estar salivando, isso é sinal de que já quer algo para mastigar. Dê algo para ele mastigar… São tantas as opções saudáveis – há um mundo de sabores a explorar além do que está embalado na prateleira do supermercado!

introdução alimentar

Quanto menos artificial [e mais coloriiiido], melhor

Muitas das mães que eu conheço até se preocupam com a alimentação dos bebês, mas encaram isso como um esforço temporário, só até que a criança fique grande o suficiente para entrar na dieta da família – Ok… Mas e se a dieta da família é uma bagunça (como a maioria é)? Então, pode ser a preocupação que se tem pelo bem do pequeno o impulso que faltava para mudar o hábito alimentar da casa toda [vontade que a Ma bem expressou no relato acima do meu: vai que dá, Ma, vai que dá ;]

Por Ju Blasina

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