Amamenta.ação! [Parte 1] #SMAM2013

2 ago

Entramos na SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO – SMAM

E o AG, não poderia ficar de fora, mas não mesmo!

Para introduzir um pouco do muito que temos a discutir sobre o assunto, nós (Ju e Ma), da equipe do AG, juntamente a nossa colaboradora, a Fabi, compartilhamos aqui nossos breves relatos de como sentimos, pensamos e vivemos a amamentação – deixe o seu aqui e participe também pela nossa página no Facebook: vai ajudar, e muito,  a compor o que estamos preparando para os próximos posts!

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Com a palavra, Ju Blasina:  mãe do Dimitri, de 1 ano e 4 meses – amamentação exclusiva até os 6m, fim da licença maternidade aos 5m e amamentação prolongada até hoje e sabe-se-lá mais quanto].

Dimi com menos de 1 semana de vida

Dimi com menos de 1 semana de vida

13m

Dimi com mais de 1 ano de vida

♥ Receita para transformar um ratinho num gatão: muito amor e AmamentAção! ♥

Com o perdão da palavra, amamentar é foda – no bom e no mau sentido!

E eu posso falar disso com autoridade, pois hoje, com o meu ‘godo’ já no ‘alto’ dos seus 16 meses, já dei de mamar em casa, na rua, ‘na fazenda e uma casinha de sapê’ – e olha que eu não curto amamentar sem privacidade, mas… quando é preciso, o faço – procuro um lugar distante do movimento, uso um paninho para tapar o peito que tiro da blusa (de botões ou gola flexível – porque pagar barriga é pior que pagar peitões – especialmente durante o inverno do RS) e, pronto… por cerca de meia hora, ignoro o resto do mundo.

Amamento o Dimi desde que isso me foi permitido – não foi ao nascer, como eu queria e deveria ter sido, foi algumas longas horas depois, quando sai da recuperação para o quarto e, finalmente, me devolveram o bebê que eu tinha acabado de trazer ao mundo e mal tive a oportunidade de dizer ‘seja bem-vindo, meu filho’.

Quando o pus no peito pela primeira vez, o fiz com um certo medo [tinha ouvido de uma amiga que isso doía um tantão] – mas não doeu. Para a nossa sorte, o pequenino veio com o aplicativo de mamar instalando e rodando bem [ao contrário do que se propaga por aí, nem todo bebê nasce sabendo mamar]. Ele mamava e mamava, como um mamador profissional, e eu, amadora, não tinha certeza se alguma coisa saia do meu peito… mas não doía e depois de sugar um peito e o outro por um tempo, ele dormia tranquilamente, não se ouvia um chorinho sequer, então… beleza! Tava recebendo o colostro e isso bastava. Segui fazendo o mesmo –  o fazia pontualmente de 2 em 2 horas, ele pedindo ou não, porque ele nasceu prematuro e precisava ganhar peso. Dava o peito ao meu filho (ou o meu filho ao peito?) sem saber se dali saia algo de ‘substancial e abundante’ — todo LM é substancial, e eu sabia disso, mas as dúvidas das cabeças que me cercavam (e,  mais de perto do que eu queria, analisavam e ponderavam sobre cada mamada) conseguiam me deixar insegura. Só uns três dias depois, já em casa com o meu bebê, sem qualquer cabeça se metendo entre ele e o meu peito é que  tive a certeza de que aquela gota branca que escorria do canto da boca dele, era leite, meu leite – leite dele: o bendito LM! 

Resultado: de 2670g para 3950g em [pasmem] 1 mês! Só no peito. Peito e peito.

E bendito seja o LM outra vez!!!

Até que a produção de leite se ajuste ao requerimento do terneirinho bebê, a coisa é punk – e mil vezes parece que não dá mais’ – mas acredite, se você ainda produz leite — e QUER amamentar – vai que dá, sim!

A palavra é FORÇA de vontade!

Ainda que só de querer não se produza leite, é preciso querer muito amamentar para ter sucesso no processo todo. E aprender a dar mais ouvidos à própria intuição (de mãe!) que a certas opiniões erradas –  mudei até de pediatra, quando o Dimi tinha cerca de 3 meses: ele vomitava muito e ela  sugerir ‘cortar o peito’ [não literalmente, eu espero]. Bom… Ele mama até hoje e já não vomita há tanto tempo que eu nem sei dizer… E antes de completar 1 ano, nunca tomou uma madeira de fórmula – nem quando terminou minha licença maternidade – não tomou, porque não foi preciso (embora eu sempre deixasse uma pronta, louca de medo de que fosse preciso, caso eu não conseguisse correr rápido o suficiente para chegar a tempo) — e hoje em dia ele toma 1 única mamadeira de fórmula por dia, na madrugada… começou como uma tentativa frustrada de [dormir, meodeos, dormir!] acabar com as [milhares de] mamadas noturnas. No fim das contas, ele seguiu tomando essa tal mamadeira de fórmula [que me dá um ‘breve descanso peital‘] E mamando o resto da madrugada, a cada 2 ou 3 horas, até amanhecer… e bendito seja ainda o café que mantém essa mãe em pé e corretivo facial que mascara os ‘zoidepanda’ de todo o dia, amém!

Voltei a trabalhar quando meu bebê tinha 5 meses e, com muita paciência, persistência, bomba de leite e correria, consegui manter a amamentação exclusiva por mais 1 mês– contrariando muitas opiniões que eu não pedia. Foi um mês difícil, mas durou os mesmos ’28 a 31 dias’ que dura qualquer mês. O que é isso comparado ao bem que deixou pelo resto da vida do meu filhote?

[da vida da maternidade] - uma grande conquista! Trabalhar fora e seguir com a amamentação exclusiva: SIM, é possível! #vaiquedá

[da vida da maternidade] – uma grande conquista! Trabalhar fora e seguir com a amamentação exclusiva: SIM, é possível! #vaiquedá

Amamentar é muito, muito mas muito mais difícil do que você imagina! (portanto, prepare-se psicologicamente para isso e vai que dá).

Amamentar é muito, muito, mas muito melhor e mais FORTE do que você pode supor: tanto o leite materno quanto o vínculo criado entre mãe -e-bebê [o olhar que dão só para a mãe deles naquele único momento… é indescritível. Eu só entendi o que era ‘um olhar de amor’ quando meu filho me olhou, mamando pela primeira vez. Desde então, sei reconhecer o amor nos olhos dos outros… alguns se aproximam, mas nenhum é tão grande quanto o que cabe naqueles olhinhos de jabuticaba dele.

Ai ai… só compartilhando um tantinho desse momento tãaao especial pra me fazer sentir – que vai muito além de compreender…

E viva a SMAM ♥

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5 Respostas to “Amamenta.ação! [Parte 1] #SMAM2013”

  1. Fabiana Lopes 2 de agosto de 2013 às 11:01 AM #

    Muito bacana!!!! Curti bastante! 😀

  2. Ma Morini 2 de agosto de 2013 às 2:29 PM #

    Óinnn, até me emocionei aqui, amiga.
    Que delícia esse vídeo, e a mãozinha do Dimi segurando as tetetas? Amado.
    Nossa, não tem preço amamentar. Coisa linda do mundo ❤

  3. Lisa 3 de agosto de 2013 às 2:54 AM #

    Que relato bacana!

    Essa é uma das coisas que senti falta.
    Quando meu bebê nasceu, teve muita dificuldade em pegar o peito e eu não tive ninguém que me orientasse de maneira adequada… Pelo contrário! As enfermeiras no hospital diziam que ele ia pegar naturalmente, já que “é instinto”! Daí eu só tinha que continuar tentando… Depois de dias, ele chorando sem pegar o peito direito, me rendi a fórmula!
    Por fim, ele ficou em casa e eu voltei pro hospital [por complicações]. Daí a coisa desandou de vez. Por isso meu bebê mamou muito pouco…

    Eu queria ser daquelas mães que torcem o nariz e bola pra frente. Mas me sinto muito culpada e até meio “enlutada” por isso…
    Então… Enfim… Me emocionei lendo teu relato! Meus parabéns!
    =)

    • Ju Blasina 6 de agosto de 2013 às 4:50 PM #

      Oi, Lisa

      E triste saber que ainda hoje em dia [ou especialmente hoje em dia] haja tão pouca orientação às mães sobre amamentação — antes de passar por isso, a gente vê uma mulher com o ‘bebê pendurado na teta’ e pensa que é tudo mérito da natureza…. e não é NADA assim…

      Ninguém nos fala sobre bebês que não nascem com ‘a pega’ certa, de leite que não desce, de bicos invertidos, de mastite e rachaduras… daí, qdo uma dessas coisas acontece é como se fosse o fim – e, infelizmente, por falta de informação e de apoio [e excesso de força contrária], mtas vezes acaba mesmo assim.

      Obrigada por acompanha a gente – e tomara que o AG possa ajudar novas mães a se preparar verdadeiramente para esse momento – que é lindo, mas só é bom mesmo beeem depois de se enfrentar, com sucesso, mtas dificuldades!

      Beijus

Trackbacks/Pingbacks

  1. Um desmame (natural e) surreal | andoGESTando - 23 de maio de 2014

    […] esse é o fim da nossa história de amamentação prolongada: Dimi, Dimitri mamou loucamente por 2 anos e 40 dias – com os seis primeiros meses de […]

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