Papo sobre papinhas – Parte 1: Açúcar no dos outros é refresco!

25 jun

Semana passada, numa dessas consultas de rotina em que se pesa, mede e mensura toda a fofura que cabe nos nossos pequenos, ouvi da boca da pediatra algo que eu queria ter gravado e deixado de música de fundo lá em casa, no repeat – eu dizia a ela que ele come muito e sempre – mesmo quando tá incomodado com algum dente novo ou outra chatice típica de bebê, ele come, come menos nesses dias, mas come! E ela me disse que isso se deve aos acertos que tivemos durante o primeiro ano de vida dele, a forma como nos dedicamos para que ele criasse hábitos alimentares – êeeba ponto pra nós: Dimi sabe comer! [já dormir… nem é bom lembrar -mas não estamos falando disso, então, abafa!] — e ela disse mais:

dimi gostoso

‘Teu filho é uma criança muito bem alimentada em todos os aspectos, isso é visível!’ 

[pausa para declarar amor eterno a nossa ♥ pediatra ♥ – que vira e mexe eu chamo de veterinária do Dimi, mas tudo bem, porque disso ela não sabe. Talvez ela não saiba também o que uma simples frase dela é capaz de fazer nos ouvidos de uma mãe que teve um dia ruim e uma noite péssima – teve uma vez em que ela disse que meu filho era um ‘bebê de livro’ – isso foi bem quando ele alcançou pela primeira vez aquela curva verde bonita do gráfico de peso — ele, que nasceu prematuro e magrelão e que ficou exclusivamente no peito até o 6º mês, contrariando muitas opiniões – e que mama até hoje (1 ano e 3 meses) ignorando muitas caras feias e fazendo da cara dele cada vez mais linda — como me senti nesse dia? orgulho é pouco, o nome disso é felicidade! Uma porção de estrelinhas pra nossa pediatra querida ;]

Pois bem – e qual é o meu segredo pra fazer com que gordinho coma tão bem? uma receita simples, anota aí:

Dedicação + Paciência!

Dedicação para o preparo das papinhas [o que no início dá muito mais trabalho] e paciência pra lutar contra caretas, braços agitados, brinquedos arremessados e a falta de paciência de um bebê que tem mais o que fazer do que ficar sentado por meia hora recebendo ‘colheradinhas’.

dimi papando

Aliás, esse é o segredo para quase tudo bem sucedido no que diz respeito a bebês: paciência! Não é sal, não é açúcar – esses são temperos totalmente dispensáveis.

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Pra fechar o começo desse papo todo, trago pra cá este post de um dos meus blogs favoritos [e com ele a dica de leitura], o Olho Pimpolho, escrito pelo pediatra mais bem-humorado que já ‘vi’ [na verdade, nunca vi, só li], o Dr. Oscar [não sei se tem mesmo o tal Dr, mas, por educação, não custa usar – ele assina só “Oscar“]. Aí vai:


Mau Gosto Saudável – Açúcar na Dieta de Crianças Pequenas

Em termos evolutivos, gostar de coisas piores para a saúde é correto.

Quando se oferece a um bebê um alimento açucarado ou feito com farinha, é “natural” que ele goste, pois através do gosto seu organismo não apresenta nenhuma rejeição atávica (passada como informação genética de geração em geração). Já alimentos com gostos ácidos ou azedos (alimentos mais saudáveis, em geral) induzem uma natural resposta de repulsa, visto que muita coisa ácida ou azeda presente na natureza (e com risco de ser ingerida por “bebês do passado”, sem os cuidados dos bebês modernos) era veneno, na real acepção da palavra!

Bebês das cavernas podiam comer um pepino que encontrassem perdido pelo caminho. Tornar-se-iam um pouco mais saudáveis… Mas se topassem com uma Dieffenbachia seguine (a famosa “comigo-ninguém-pode) ou com uma Nicotiana glauca (o “charuto-do-rei”, confundida com a couve), por exemplo, babau! Comiam Cymbopogon citratus (capim) pela raiz. Abotoavam o paletozinho de Cupressus sempervirens (madeira, uai!)!

Talvez seja esse o principal motivo dos importantes cuidados na introdução dos alimentos a partir do 6º. mês de vida.

Há que se protelar o gosto pelas bobagens, pouco saudáveis.
Há que se cultuar o gosto pelas frutas, legumes e verduras, o que pode levar tempo e exige paciência.

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por Ju Blasina

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Uma resposta to “Papo sobre papinhas – Parte 1: Açúcar no dos outros é refresco!”

Trackbacks/Pingbacks

  1. ‘Frutivagando’ – porque fruta no dente é refresco! | andoGESTando - 27 de setembro de 2013

    […] por fim, mais prático que o danosinho, mais barato, nutritivo e bonito, tb [vale gelado, como as dicas acima], eis a atual sobremesa […]

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