Apresentando… Fabi, JOJO e João

18 jan

E o AG vem hoje apresentar sua primeira colaboradora: Fabiana Lopes!

Ela é de Belo Horizonte e assim como nós (Ma e Ju), a Fabi é mãe de  menino (o João Pedro, de um ano), fã de rock, é descolada (e tatuada pacas), dona de um sorriso contagiante e é ainda empreendedora de uma loja super bacana – a JOJO Baby.

Fabi e João - o 'Jojozinho'

Fabi e João – o ‘Jojozinho’

“A JOJO Baby nasceu da necessidade de mãe e filho ficarem mais juntos.”

A Fabi trabalhava em uma industria quando estava grávida e já estava doida para dar um novo rumo em sua vida. Tudo começou com o sofrimento e a tensão do fim da licença maternidade. A partir daí, ela começou a pesquisar sobre a possibilidade de trabalhar em casa. Foi quando começou a personalizar roupinhas e essa ideia super colou –  Ela nos disse que encontrou bons fornecedores e que as ideias de seus clientes não param de chegar.

Hoje em dia, além das roupinhas personalizadas, ela confecciona lindos sapatinhos e acessórios. A Fabi costura desde os 8 anos de idade, logo, nem precisamos falar do apreço que ela tem com as peças produzidas. É tudo feito com muito carinho. E tudo graças ao João, né?

Oh, o Jojozinho aí outra vez, dessa vez!

Oh, o Jojozinho aí outra vez!

“A JOJO Baby nasceu simplesmente do amor. Tenho muita satisfação em fazer o que faço e de ter a vida que tenho. Conseguir trabalhar em casa com filho pequeno é uma arte, mas a gente dá conta. Tudo que nasce do amor vem pra brilhar e progredir. Tenho certeza disto” – palavras da Fabi.

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E nós (Ma e Ju) somos provas viva de que os produtos da JOJO são de excelente qualidade. Pi e Dimi usam e aprovam – Oh, eles aí:

Dimi e Pi  vestindo JOJO baby

Dimi e Pi vestindo JOJO baby

Clique,  acesse e conheça mais da JOJO Baby, aqui: jojobabystore.blogspot.com.br

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E como estamos em clima de ‘relato’, recebemos da Fabi o relato de parto do João… De arrepiar!

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~ RELATO DE PARTO DA FABI ~

[ sobre um Normal nada legal…]

Fabi

Fabi

Desde que fiquei grávida eu tinha uma única certeza sobre meu parto: ia ser normal sim, mas eu não queria sofrer demais, esse era meu único temor. Sabe a tal da lei da atração, então, ela funciona e sou prova viva dela. De tanto pensar que eu não queria sofrer demais e pensar e pensar e pensar…. nas vésperas do meu parto eu estava uma pilha de ansiedade e meu nervosismo prolongou minhas dores por pelo menos dois dias inteiros. Vou contar direitinho esta história.

Eu tive uma grande sorte na minha gestação, aliás, duas: a primeira é que minha gestação foi perfeita, tranquilaça, a segunda é que minha obstetra é minha tia e como isto me deu conforto e proteção no processo! Nossa, não tenho nem como descrever.

Numa quarta-feira, comecei a sentir contrações doloridas e daí pra frente não parou mais, só que elas vinham 1 vez por hora e a “anta aqui”, ao invés de fazer força (isto ajuda o bebê a descer e a dilatação a acontecer), relaxava toda, fechava os olhos e respirava fundo, muito fundo pra passar a dor. Ao invés de me ajudar, eu estava era atrapalhando e isto se arrastou e arrastou. De noite, chagava a ficar de 10 em 10 minutos só que aí esparsava de novo e vinha de meia em meia hora de dia.

Na quarta e quinta eu liguei pra minha tia e fui até ela. Ela me examinava e falava: tá quase, mas vc não está em TP ainda! Na quinta ela fez um descolamento de membrana pra acelerar o processo. Meu Deus como dói. Eu já estava com 40 semanas e 1 dia, não queria deixar passar muito tempo pra não parir um boi, já estava ficando extremamente ansiosa com aquela coisa que num ia, num ia, num ia e na sexta feira, eu já estava e-xa-us-ta.

Fabi 2

foto do acervo pessoal da Fabi

Já estava sem forças de tanto sentir dor e não poder fazer nada. Eu estava com minha mãe e dormi a tarde inteira, das 13:30 às 17:00 de tão cansada, parecia que meu corpo sabia que precisava recuperar as forças. Quando eu acordei, ela falou assim: “Nós vamos pro hospital agora, vc já está pálida, na hora que for pra parir mesmo, vc não vai conseguir por falta de força”.

Fomos. Pegamos meu marido em casa e rumamos pro hospital. Chegando lá, caí na mão de uma plantonista maravilhosa, Lucinha, nunca mais esqueço dela. A essa altura do campeonato, eu já tinha perdido o tampão a uns 2 dias e nada acontecia de verdade, nada além de muita dor. Eu chorava, chorava, chorava. Ela fez de novo um descolamento e me colocou pra andar. Isto eram 20:30. Andei, agachei, comi pizza com suco, andei mais e mais, chorei mais também e às 23:40 eu voltei. Amém! Cheguei no hospital com NADA de dilatação e depois deste procedimento eu estava com 2cm. Graaaaaaaças a Deus, ela me internou e ligou pra minha tia (elas se conheciam, “ai, que tudo!”) pra vir fazer meu parto que não ia demorar.

Meu marido tremia as bases e já tinha dito que não queria subir comigo, minha mãe subiu. Só podia uma pessoa (ainda bem!!!). Não sou do tipo que acha um parto um espetáculo que se compra ingresso e monta plateia pra assistir. Essa questão de multidão na porta do hospital não combina comigo e, pra mim, foi bom eu só saber que ia ser internada quase de madrugada, isso me trouxe paz. A paz que eu tanto precisava.

Subi, tomei banho. Ter uma mãe com experiência de 7 partos é bom por isto, não tem vez pra crendices:  ela disse pra eu comer e eu comi, disse que eu podia tomar banho e eu tomei, sem medo e sem estresse. Minha tia chegou eu estava com 4 de dilatação e muita, muita dor. Ela me dizia incessantemente que meu nervosismo estava aumentando consideravelmente minha dor, mas quem disse que eu conseguia acalmar?

Eu chorava, e chorava. Fui pro bloco estava com 6cm, devia ser 3 da manhã, e eu não conseguia fazer força por causa da minha exaustão. Parei nos 6 e fiquei um bom tempo. Tomei anestesia, eu já sabia como era pois fiz uma cirurgia de apendicite e é a mesma. Que ALÍVIO! Deitei de lado, minha mãe conversando comigo calma, calma. Minha tia com a mão na minha barriga, na hora que vinha a contração ela me falava e eu fazia força pois eu não conseguia sentir a contração e assim fomos até completar 10 cm. Minha tia estava tão calma que ela abriu um livro e estava lendo. Na hora da contração ela falava: “Faz força Fabi” e eu fazia. De tão tranquilo este momento eu cheguei a cochilar entre uma contração e outra.

Ficamos nessa até umas 5 da manhã quando tudo mudou em poucos segundos.

Senti uma necessidade enorme de virar a barriga pra cima e pluft,  o João encostou a cabeça pra sair e, mesmo anestesiada eu senti a pior sensação que eu já pude sentir na vidaaaaaa. Minhas pernas travaram, eu não conseguia fazer aquela última força monstra pra mandar ele pra fora, comecei a gritar pedindo “me ajuda tia, me ajuda”. Pronto, comecei a desmaiar e colocaram a máscara de oxigênio. Minha mãe tava mais em pânico que eu de ver meu sofrimento, por incrível que pareça. Ela segurou as minhas mãos e eu senti o corte pra me ajudar.  Saiu a cabeça, mas precisava de mais força. Não sei de onde tirei coragem, mas eu fiz e pluft, ele saiu. Minha mãe gritou igual o Galvão Bueno: “Acaboooooooou”!.

Ufa, João nascido!!!

Ufa, João nascido: lindo demais!!!

Eu senti pânico demais. Essa hora que ele vai sair, nossa, não tenho como descrever a sensação, mas foi muito ruim. Não curti, não achei lindo e não quero de novo, que me desculpem as naturalistas, eu acho isso pra mim e por mim. O fato do nascimento é, sim, mágico e maravilhoso. O parto em si, Deus poderia ter dado um alívio e feito a questão um pouco menos tensa e dolorida. Se não fosse a tranquilidade da minha tia, a presença da minha mãe e a Santa Peridural eu não tinha dado conta nem aqui nem na China. Aaah esqueci de uma grande sorte minha nisto tudo: o excelente Plano de Saúde. Se eu tivesse que depender do SUS eu tava ferrada.

Deus que me livre de Parto Humanizado, sem anestesia, por conta própria. Não, não, não. Se possível, eu queria anestesia até na sobrancelha. Existe uma grande polêmica acerca disso que não vou levantar aqui agora, mas se a questão da escolha de algumas mulheres pelo parto natural existe, eu acho que tbm deveria existir a escolha, por parte das mulheres que dependem do SUS, por uma cesárea. A questão não é a decisão sobre o próprio destino do parto e corpo? Então, isso não é igual. Tenho dó, muita dó de muitas mulheres que parem pelo SUS e não têm outra escolha a não ser o parto natural. A discussão é mais ampla e se me perguntarem se quero outro parto vaginal vou falar: Não. Se eu tiver outro filho vai ser cesárea.

foto do acervo pessoal da Fabi

foto do acervo pessoal da Fabi

João hoje tem 1 aninho completo. Tenho pensado em mais crianças, mas tenho quase certeza, em comum acordo com meu marido (ele fala que criança podia vir pronta por SEDEX kkkk) que não quero outra gestação, prefiro adota-las. Mais 2 meninos, não quero que o João cresça sozinho. Acredito no amor da Adoção e vou amadurecer esta ideia por mais uns 2 anos antes de tomar a decisão final.

Mudei sim de opinião e não me sinto culpada por isto. Vivi o processo intensamente e vi que um parto normal é uma coisa que não me cabe mais. Às mães que ainda terão um parto de primeira viagem, por favor, não levem isto como uma verdade para si, existem mulheres que nem sentiram dor e as minhas foram pra mais por causa da minha tensão, talvez, se eu tivesse sido mais calma teria sido diferente, mas não tô afim de tirar a prova 😉

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5 Respostas to “Apresentando… Fabi, JOJO e João”

  1. Janaina di Ligório 18 de janeiro de 2013 às 8:27 PM #

    Muito legal! Parabéns a todos.

    • Ricardo da Silva Miranda 19 de janeiro de 2013 às 10:32 AM #

      Avô também pode falar?
      Parir! Difícil esta função da mulher. DEUS não brincava quando disse à mulher que com dor teria filhos (E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos) Gênesis 3:16
      Enquanto lia os escritos acima fiquei muito emocionado. Quando Fabiana teve o parto de João Pedro eu estava viajando a mais de 3000 km e de lá também fiquei muito ansioso à medida que as notícias iam me chegando. Confesso que naquela madrugada eu não dormi.
      A gravidez é um caminho sem volta. Se ouve a concepção tem de haver o parto.
      Eu sempre achei maravilhoso a mulher carregar dentro de si uma vida por 40 semanas e no final de tudo,com extremo sofrimento, trazer-la ao mundo.
      Sou avô de JoJo.
      Tenho 5 filhos e sempre participei da gravidez e parto de meus filhos.
      Quando Fabiana foi concebida e fomos à primeira consulta, o medico nos perguntou: O que está acontecendo com vocês? e eu prontamente, demonstrando o momento quem que eu vivia, respondi, Nós estamos grávidos!
      Dos meus quatro primeiros filhos, o parto foi feito por um plano de saúde muito bom. Tínhamos toda a assistência mas eu não consegui assistir os partos ou acompanhar a mãe na sala de pré parto, a pesar de desejar muito.
      Com a minha última filha, hoje com 13 anos, foi tudo pelo SUS. Contudo, na época o sistema de saúde aqui de onde moro estava muito bom. A mãe de Alice sofreu demais na sala de pré parto.Ficou quase 24 horas em trabalho intenso de parto, somente depois de muito sofrimento, as hemorroidas começaram a sair e os médicos decidiram que não havendo passagem suficiente para o bebê, era chegada a hora do parto cesariano. Eu sofria junto com a mãe da Alice, participei de cada momento da gravidez e do parto. Filmei pessoalmente o parto. E fiquei muito feliz de ver a minha filha nascer.
      Agora me vem João Pedro. Lindo, maravilhoso.
      Com aquela pele branquinha e o os olhos grandes como jabuticaba. O seu jeito tranquilo de observar e lidar com as coisas. Que gostoso.
      Fico muito feliz de ver a minha primeira filha, Fabiana ,vivendo com tanta intensidade a sua relação com meu netinho João Pedro. Esta relação intensa e prazerosa nos dão a tranquilidade de ter a certeza de o quanto ele esta sendo querido e bem cuidado. Crianças que crescem com este amor, têm segurança para se dar bem na vida e fazer as melhores escolhas.
      Parabéns Fabiana, por ter tido tanto sofrimento no parto e estar valorizando e transformando a experiência em vida plena e amor.
      Beijão

      • Fabi 19 de janeiro de 2013 às 5:19 PM #

        Obrigada pai, inclusive por ter lido meu relato! Beijos!!! 😀

  2. Silvana Rodrigues 19 de janeiro de 2013 às 10:36 AM #

    Parabéns Fabi! Sou solidária à sua dor. Passei por isso “quase igual” pra no final de 12 horas de contrações doloridas a minha médica optar pela cesária. É mole ou quer mais??? Pior de tudo, foi pelo SUS. Durma com esse barulho…

  3. Ju Blasina 20 de janeiro de 2013 às 10:29 AM #

    Tava agora relendo trechos dos nossos três relatos e pensando aqui: na real, o que estraga tudo mesmo são as expectativas – foi assim no teu caso, foi assim no meu tb… e com a Ma, não foi mto diferente… A gente sonha tanto com esse dia, qdo está grávida e antes até, e teme e anseia… que, quando ele chega, é realidade demais pra tanto sonho! A única parte bonita de um nascimento, seja ele qual for, é o que ele produz: um bebê, uma mãe, uma família inteira transformada – fora isso, não tem nada de poético num parto: é físico, é biológico, é (como diz uma amiga minha) “coisa de bicho” – e a gente costuma esquecer do quanto se é bicho! Bom mesmo seria se pudéssemos nos preparar pra tudo, sem esperar “isso, aquilo” ou qualquer outra coisa… mas, não podemos… podemos?

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