Sonhos: do que não se pode esperar

28 dez
Mulheres grávidas costumam ter sonhos esquisitos. Mesmo quando são bonitos, há algo de freak nesses sonhos – um inconsciente cheios de medos e neuras aproveita o piscar de olhos para aparecer. Mas o inconsciente não é de todo mau, é apenas um piadista incompreendido: ele sabe o que pode ou não revelar e preserva as ignorâncias necessárias à manutenção da saúde mental!
Ilustração de Jairo Tx

Ilustração de Jairo Tx

No primeiro metassonho [a metalinguagem de grávida sonhando com gravidez] que tive, eu acordava de um sono profundo – um coma, talvez – e…meu bebê havia nascido sem que eu soubesse como ou quando. Minha mãe então me levava até um berço, onde “ela” -sim, era uma menina- dormia, e no caminho recebia a triste notícia de que o nascimento ocorrera com uma semana de antecedência [havia até uma data: 14 de abril]. Eu me aproximava do berço, coberto por um vasto mosqueteiro, e olhava com estranheza, tentando resgatar alguma lembrança e… num lamento profundo dizia à menina que diziam ser minha: “poxa, ariana? não era pra ser assim…”  – e não era mesmo! [Apesar do alerta do sonho, continuo despreparada para isso – eu espero um menino e taurino, por favor!]
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Se você, incrédulo ou não, gosta de dar uma espiadela nos astros, eis alguns links interessantes sobre signos dos bebês e  compatibilidade da família [mãe/bebê, por exemplo]:
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O segundo foi para mim o pior de todos – pior até que ter dado à luz uma menina ariana [como minha mãe] e não um menino taurino [como o previsto]. Nesse sonho macabro, os bebês haviam nascido – todos eles, os quatro: três meninas e um menino. Elas eram minúsculas, pouco maiores que a palma de uma mão, mas passavam bem – só tinham sido descobertas no momento do parto. Eu olhava para elas e, sem pestanejar, dava-lhes nomes: Laura, Helena e Anita [o último era o que estava realmente escolhido, caso o bebê fosse menina]. Já ele, era enorme e estava separado delas – não havia nascido bem, era grande demais, parecia ter uns 3 meses – tinha uma vasta cabeleira castanha clara e alguns dentes. Eu o olhava por muito tempo e [assim como, ainda há pouco, acontecia fora do sonho] não conseguia escolher um nome. Sabia que ele não sobreviveria. [E nem eu, se esse dilema dos nomes se arrastasse um pouco mais! Ufas! Quase enlouqueci!]
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No terceiro, eu estava sentada numa cadeira em um salão de festas e um menino, já crescido, com cerca de 3 ou 4 anos, um indiozinho completo, com aqueles cabelinhos pretos em corte de tigela como lhes são peculiares, chegava de repente e se pendurava em meu pescoço. Ele tinha um sorriso amplo, os cabelos balançantes no ar, e me dizia: “teu cabelo é tão bonito e tão perfumado, mamãe” – a parte estranha é que, no sonho, eu sabia que aquele menino não podia ser meu, embora de certa forma fosse – eu olhava para baixo e me certificava do conflito: o barrigão continuava lá – e o menino, também. [Quanto cabelo para um sonho só, não?]
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Depois de um tempo, os sonhos se tornaram ainda mais estranhos, envolvendo gatos:

"3Cats" by Mark Hess

NOTA: desconfio que a origem desses sonhos com gatos seja uma piada que fiz, no início da gravidez, tentando convencer uma menininha de 6 anos de que, talvez, na minha barriga tivesse um gato, “outra vez”. A confusão se deu quando ela ouviu minha mãe dizendo a uma de minhas gatas “vem com a vovó” – eu então lhe disse que nas duas primeiras vezes, pensávamos que viriam bebês, e lá estão a Rukia e a Jani, minhas filhas-gatas. “Dessa vez, quem sabe?” – É claro que a menina não acreditou, mas nós, adultos bobos, rimos um bocado!
No primeiro desses sonhos “felinos-freak”, o ultrassom mostrava que o desenvolvimento do bebê havia estagnado – o gato, que só então era revelado gerando-se junto a ele, o impedia de crescer. Mas o gato estava bem. Algumas semanas depois, sonhei que dava á luz um bebê-gato: ele era basicamente um gato adulto, mas todos o tratavam como se fosse um bebê humano – e ele, por sua vez, se comportava como um. O problema era dar-lhe de mamar – as presas tornavam a tarefa impossível e eu ficava triste, muito triste: não era para ser assim – pretendia amamentar durante todo o primeiro ano. [E ainda pretendo!]
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Já no quinto [sonho e mês de gestação], sonhei ter parido um menino só, humano, lindo e saudável [como espero acordada]. Mais uma vez, o inconsciente sabiamente omitiu tudo o que diz respeito ao parto, dores e minúcias fisiológicas do ato. Eu estava num hospital e estava na minha casa – coisas de sonho – e o bebê estava bem. Só que, quando eu o segurava nos braços ele chorava e eu não sabia o que fazer. Trocava as fraldas limpas por outras limpas, queria alimentá-lo, mas não sabia como – abandonava o processo no meio e saía, desnorteada, em busca de ajuda, mas no caminho acabava me distraindo e indo embora, esquecendo de levar comigo o bebê. [Desconfio que, fora do sonho, essa não seja uma opção – nem mesmo uma desculpa convincente – melhor não esquecer!]
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Mais meses e sonhos ainda me aguardam. Talvez num deles me seja revelado algum dos grandes segredos da maternidade ou quem sabe a grande verdade sobre os bebês – aquela que nem Ian Sansom foi capaz de imaginar! Fique de olho!
se você está ou já esteve nessa espera, compartilhe comigo também o seus sonhos!
Beijus
Ju B.
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2 Respostas to “Sonhos: do que não se pode esperar”

  1. Fabi 16 de janeiro de 2013 às 2:03 PM #

    Eu tive um sonho uma vez, neeeeeem pensava em ficar grávida. Uma voz no sonho que tinha um bebê de olhos azuis peladinho disse assim: “Seu primeiro filho será um menino e ele se chamará Fabrício”. Foi um menino de olhos levemente azuis, só que meu marido quis João. O fabrício ainda me espera.

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  1. Dicas de primeira… Viagem « andoGESTando - 28 de fevereiro de 2012

    […] em conta toda a minha experiência e expectativa com o assunto – é o que dá, gerar sonhos num terreno povoado por medos! Quando se trata de bebês, muita coisa é incerta – não se pode esperar um comportamento […]

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