“Ela crescia. A cada dia mais e mais, em novas direções e maiores proporções (…) e enquanto o fazia, se o silêncio adequado também fosse feito, podia-se ouvir a canção que seu corpo cantava a embalar o crescimento − uma melodia nada suave, composta pelo estalar de ossos, o estirar de músculos e o rasgar da pele. Ah, a pele…“
Por ser um assunto de extreeeema relevância ao universo feminino-gestacional, hoje resolvi trazer pra cá alguns trechos da minha última crõnica “Ao rugido que não quer calar” [leia na íntegra clicando AQUI], inspirada na maravilhosa campanha criada pelo site americano “How To Be a Dad” - eis um pouco da campanha também:
“Com um mundo guiado pela imagem e perfeição e inatingíveis padrões de beleza ‘photoshopados’, é desconfortável imaginar o que sente uma mulher por ter que se submeter ao “sacrifício” de “arruinar o seu corpo”, a fim de ter um bebê. Estamos honrados em compartilhar essa mensagem de encorajamento apaixonado, em reconhecimento às mães e à beleza da maternidade. Com ou sem listras, as mães são tigres. E tigres são lindos.” - Linda a campanha, não?
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Agora, hipocrisias à parte:
Não que alguém goste de ter estrias ou vá sair por aí exibindo suas “cicatrizes de batalha”, mas… uma vez que se adquira algumas − sobretudo em função da gravidez − fazer o quê???
Não é o fim do mundo carregar na pele as marcas de um momento que nos faz tão maiores, não apenas em tamanho (e digo isso enquanto escuto o ranger abafado de minha própria pele, sob camadas e camadas de hidratação).
Abafa-se o ranger, mas nunca, o rugir. E se eles escutam o nosso rugido, é bom que entendam o que ele significa:
‘Meta-se a besta com os meus filhotes
e quem carregará cicatrizes será você!
Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!’
Nós somos tigresas, SOMOS LEOAS, somos mulheres, SOMOS MÃES e nada ofusca a real beleza de uma!




