Numa onda meio Montessoriana

9 jun

Quando me descobri grávida, comecei a arrumar o quartinho do Pietro. E fui seguindo os “padrões”, como berço, papel de parede, cômoda para as roupinhas, etc etc etc… Tudo na altura do adulto, claro.
Mãe de primeira viagem não tem muita noção do que será ou não útil. A começar por aquelas listas, que encontramos em vários sites, com itens “indispensáveis” para um recém nascido. Sugador de ranho, gente, o que é aquilo? Comprei tudo e não usei um monte de coisa.

quarto Pi inicio

Cheirando a tinta fresca

Enfim…

Daí, Pietro nasceu e nunca o colocamos no berço, logo eu que sempre dizia que filho meu dormiria em seu berço e em seu próprio quarto. Rá.

Sempre fizemos cama compartilhada. E não, nunca vi problema nisso. Eu dormia melhor, Pietro também, com as tetetas sempre disponíveis e ele mamando muito, muiiiiito. Ô coisa boa. Maridão dormia com a gente também, mas depois de um tempo a cama ficou pequena e Pietro espaçoso, daí marido dormia metade da noite conosco e metade no sofá e ele foi um dos primeiros a querer assim. Ele sempre enxergou o benefício de filho e mãe ficarem sempre juntos. Nunca reclamou, pelo contrário. E não gente, nossa relação como homem e mulher, não esfriou. Amo esse pai do meu filho, viu? Não poderia ser outro ;]

Bom, daí Pietro começou a rolar na cama, aprendeu a se sentar, a se movimentar  igual uma minhoca dançarina e pof, caiu da cama. Chorei, me senti culpada, corremos para o hospital, fizemos tomografia e o menino lá, feliz da vida, sem um arranhão e nem um galo sequer. Mas já viu, mãe e pai de primeira viagem, sabem como é. Até que rolou o segundo tombo. Dessa vez não nos desesperamos tanto feito umas minhocas loucas e tomamos a iniciativa de colocar o colchão no chão e no próprio quarto do menino. Nassa, que ideia brilhante, porque não pensei nisso antes? Nessa época, Pi estava com mais ou menos 10 meses.

E foi depois de algumas semanas de ter ido para o chão com o pequeno, que me deparei com algumas dicas da pedagogia montessoriana.

“A Pedagogia Montessoriana ou Método Montessori foi desenvolvida por volta de 1907, por Maria Montessori, primeira mulher da Itália diplomada em medicina. Além de médica, Maria Montessori era educadora e seu método propunha a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo. Seu trabalho enfatiza a importância de se criar um ambiente adequado para o desenvolvimento da criança, capaz de permitir a livre expressão de suas capacidades. Em um ambiente rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha por meio de suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável.” - via BebeAbril

E aí, organizei o quarto do menino pensando em sua própria locomoção. Coloquei, o que foi possível, em sua altura. Espelho, brinquedos, livros, além de remover o berço o trambolhão nunca usado.

O menino pirou de alegria com tudo a seu alcance.
Os nichos, ficariam perfeitos no baixo, mas isso vai me dar um certo trabalho, mas já está na ideia uma próxima mudança.

Porque eu quero liberdade, bebê.

Quarto 3

Quarto 5

Dando nome aos bois, quer dizer, a família.

A disposição e variação dos brinquedos sempre mudam. Ele enjoa e eu faço um rodízio com os brinquedos e livros. Na sala, também deixo disponível alguns brinquedos. Separo por ‘categoria’. Cada tipo de brinquedo tem seu lugar e Pi, que está com 1 ano e 3 meses já sabe os lugares certos. As vezes colabora na arrumação, as vezes não. E eu arrumo suas tralhas ao menos três vezes ao dia, para ele saber que tudo deve ficar em seu lugar após brincar.

Na sala.

Na sala.

Blocos de madeira no pote de pipoca e blocos coloridos de plástico no pote transparente.

Blocos de madeira no pote de pipoca e blocos coloridos de plástico no pote transparente.

Os bichos ficam na carriola e alguns brinquedos musicais na caixa transparente.

Os bichos ficam na carriola e alguns brinquedos musicais na caixa transparente.

Os 'tectronicos' ficam na bandeja de alumínio. Esses são os favoritos do Pi. Tem máquina fotográfica velha, celulares sem uso, lanternas, lupa, calculadora e controle remoto.

Os ‘tectronicos’ ficam na bandeja de alumínio. Esses são os favoritos do Pi. Tem máquina fotográfica velha, celulares sem uso, lanternas, lupa, calculadora e controle remoto.

Se quiserem organizar os espaços dos pequenos de um modo montessoriano, aí na sua casa, aconselho que peguem dicas nesses sites aqui ó: Educar com Carinho, Montessori e Família, Lar Montessori, How We Montessori e Grupo no Facebook.

Porque aqui em casa, como a Ju Blasina costuma dizer, é ‘meio montessoricoisano’. Na medida do meu possível, tento adaptar mais e mais essa pedagogia fantástica. Recomendo geral.

Beijos.

Feliz, feliz, feliz dia!

12 mai

Oi, queridezas

Quuuuase que o dia se vai sem que eu tomasse vergonha na cara encontrasse tempo para trazer pra cá um pouco dos tantos desejos e carinhos que, nos últimos dias, esbanjamos na nossa página no Facebook!

arte mães AG 1

Pouco antes de se tornar mãe, a gente é filha e não entende, mas pensa que sim. Depois, enquanto se espera, a gente passa a imaginar um pouco de tudo e mais um pouco – carrega um filho e com ele leva um novo mundo na barriga… ou sonha que sim. E gera e gesta e concebe tantas coisas… e ainda assim não concebe que logo logo a vida perderá toda e qualquer vírgula e que todo o fôlego que reste será usado para (ufas) chorar e sorrir nas mesmas proporções – embora o choro a gente engula, porque nunca nos parece valer o tempo (mais precioso que nunca) que ele lava e que leva consigo, e o riso a gente nunca mais consiga esconder… É bom, tão bom é muito bom que seja assim.

Ser mãe é a experiência mais louca que se pode viver.

Esp dia das mães AG

Para todas elas, para todas nós, um Feliz, feliz, feliz dia-a-dia ;]

É o que a Ma Morini e eu desejamos, em nome do AG.

Ass:

Ju Blasina

Ju Blasina

O tal leite de amêndoas

8 abr

Esta bebida não possui lactose, ideal para quem tem intolerância ao leite de vaca, sem contar que é muito mais saudável (e na minha opinião e na da JuB, o leite de vaca foi feito para o bezerro).

Cara, o leite de amêndoas é rico em ferro e nutrientes que auxiliam na redução das taxas do colesterol ruim e na elevação do bom. Mas não é só isso! Olhem só:

- Graças ao zinco, esta bebida é um poderoso estimulante do sistema imunológico;

- A amêndoa é rica em ácidos graxos ômega-3 e 6 que auxiliam na proteção do coração, limpando as artérias do mau colesterol;

- Melhora a digestão por ser isenta de proteínas que não conseguimos digerir corretamente, como é o caso do leite de vaca;

- Ótima opção para manter a pele, unha e cabelos saudáveis devido a boa qualidade da proteína das amêndoas;

- Sabor leve e suavemente adocicado;

- O leite de amêndoas ajuda a equilibrar o ph do sangue;

- Substitui o leite de vaca em qualquer receita;

-Possui uma boa quantidade de cálcio;

(fonte da pesquisa: Buddha Spa)

Leitinho do Bem

Leitinho do Bem

E eu testei aqui em casa, minha gente. Fiz o leite e bati com banana. Gostei muito e também dei para o Pietro provar. Ele também curtiu :)

O menino está com 1 ano e 1 mês e continua mamando no peito (tri importante – o AG suuuper recomenda). E ando numa neura de variar o cardápio do bichinho e tenho feito algumas receitas diferentes e devagar, vou postando aqui pra vocês.

Bom, vamos ao leite de amêndoa (super fácil). Eu fiz assim:

Para cada xícara de amêndoa, usei 3 xícaras de água.

Fiz duas receitas, logo, usei 2 xícaras de amêndoas e 6 xícaras de água. Mas antes de começar tudo, a gente tem que deixar as bichinhas de molho em água, por 8 horas. Depois, é só lavar bem as amêndoas, em água corrente e bater no liquidificador (1 xícara para 3 de água filtrada).

Depois de muito bem batido, é só passar no coador (usei um de pano, comprei na feira e antes de usar, lavei bem com água fervida). 

Prontinho! É só colocar em um recipiente de vidro, com tampa e guardar na geladeira. Dura uns 3 dias. Mas aqui em casa, em 2 dias já tinha acabado.

Como disse lá em cima, bati com banana para dar pro Pi. Mas a imaginação pode rolar solta, né não? Com mamão deve ficar bom, com cacau em pó também, com abacate e um tiquinho de açúcar mascavo e por aí vai.

Façam em casa e me contem, ok?

Ah, o leite vegetal também pode ser variado. Pode se feito com aveia, com castanha do pará, com avelãs… Olhem só o vídeo:

Beijos.

MaMorini

Blogagem Coletiva: CONSUMISMO

7 abr
Estamos de olho

Estamos de olho

E rola mais uma BC, com iniciativa dos blogs Mamãe Nádia, Para Beatriz, e Reciclando com a Mamãe. Dessa vez o assunto é consumismo. E que assunto, não?

Vou falar um pouco como as coisas funcionam aqui em casa.

Pietro está com 1 ano e 1 mês e nesse período, só entramos em loja de brinquedos uma única vez. Compramos duas pelúcias que tremem e andam. E o menino só curtiu no primeiro dia, depois nem quis saber. Pi também ganha muitos brinquedos dos familiares. Muito mesmo e então, marido e eu chegamos a conclusão de que, por enquanto, comprar brinquedos é bobagem.

O menino aqui de casa, tem preferência pelo ‘inusitado’, pelo que de fato, não é considerado brinquedo, mas deveria. Peneira, colher de pau, escumadeira, lanterna, celulares antigos, vassouras, potes, tampas, garrafas, prendedores, cabides, chapinha velha, escova de dente, óculos, etc etc etc… E eu confesso que peguei uma certa neura pelos brinquedos de plástico. A maioria é de plástico. Criança gosta de variações, de texturas e materiais diferentes, não?

Sou uma pessoa simples, que sempre viveu muito bem com pouco, mas claro, gosto de gastar. Adoro consumir e quem não curte? Nem me preocupo com preço, quando compro livros, cds e dvs musicais para o gordinho. Mas depois que me tornei mãe, fiquei muito mais atenta ao consumismo desenfreado. Confesso aqui pra vocês, que fiz festona de 1 ano pro meu filho e a pulguinha não saiu de trás da minha orelha nem por um minuto, dizendo o tempo todo: “que bobagem, Mariana, gastar com festa, você está louca, e todos esses descartáveis, vão demorar horrores para se decompor e blá blá blá”… Mas mesmo assim, fiz a festa, foi linda, me emocionei, mas me garanti que os próximos aniversários não passarão de comemorações simplérrimas. Penso em utilizar os parques públicos, nada de descartável, com poucos doces, muitas frutas… e que assim seja.

Sapatos?? Pasmem, comprei um par, baratinho, para o guri usar no aniversário e um outro, quando ele tinha 2 meses, que nem nunca usou. Mas… sempre tem um ‘mas’… ele ganhou vários pares de aniver, uns 7 pares… só por isso que não compro.

Pi não assiste canal aberto e nem fechado. Já assistiu, pouco, mas hoje em dia, não mais. Essa foi outra questão que fiz questão de mudar aqui em casa. Primeiro, porque tv pra criança pequena não é nada legal e segundo, por conta da publicidade. Já viram quanta publicidade infantil rola nos canais destinados a esse público? Um puta absurdo. Absurdo, que não vai ter fim, já me conformei com isso.

Bom, chego a conclusão que os pais, infelizmente, precisam do apoio do mundo, da publicidade, das escolas, da mídia e de mais uma porrada de gente, para criar os filhos. E quando será, que esse apoio verdadeiro, com boas intenções, vai aparecer??

Para descontrair, Pi brincando com suas tralhas:

E dá sim para se divertir com pouco e o melhor... se divertir com o simples :]

E dá sim para se divertir com pouco e o melhor… se divertir com o simples :]

Beijos,

Ma Morini

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Oi, meu nome é Juliana e eu sou uma mãe consumista – não compro algo para o meu filho há… o quê? 12 horas  [é nessa hora que vocês respondem "oi, Juliana", em voz de tédio, porque estão cansadas de contar as próprias horas sem compras] – ontem à tarde, saímos para comprar um brinquedo novo ao nosso pequeno porque julgamos que ele ganhou poucos de aniversário e como ele ganhou também uma grana num envelopinho… tratamos de gastar, porque guardar dinheiro é pior que guardar segredo! Que difícil…

Pijaminha ganhado:não tem preço - meias lindas que não marcam as canelas gordinhas: tem preço é é salgado - ver que o filho curte Beatles... faz o DVD do Yellow Submarine valer cada centavo!

Pijaminha ganhado:não tem preço – meias lindas que não marcam as canelas gordinhas: tem preço e é salgado – ver que o filho curte Beatles… faz o DVD do Yellow Submarine valer cada centavo!

O consumismo é uma compulsão tão terrível quanto qualquer outra – e quem dela sofre sabe que, ainda que não se compre, a tentação… é F*.

Já faz algum tempo que aprendi a ficar na vontade – ela não mata, eu garanto! Posso falar muito… muito (bem? não) sobre o consumismo: já me encalacrei algumas vezes por conta desse meu ‘probleminha’, mas hoje, se não estou curada, estou bem tratada – mesmo com esse mundo da moda infantil me cercando [as paredes se fecham, né? parece um 'comprar ou morrer!'], de cada coisa que eu compro, tem umas 5 eu [resisti bravamente!] deixei de comprar. E desde que me tornei mãe, adotei alguns macetes para lidar com a compulsão por coisas para o Dimi – porque as coisas para crianças são lindas, porque gosto de ter meu filho, gosto de briqnuedos seguros e educativos [embora o que eu chamo de 'a hora do brinquedo não ortodoxo do dia' faça o maior sucesso] e acho que tudo pode ser bacana se não passar do ponto – ou, pelo menos, para tornar mais leves minha conta bancária e conciência – eis alguns deles:

Dimi protagoniznado aquilo que eu batizei de "Brinquedo não ortodoxo do dia"

Dimi protagoniznado aquilo que eu batizei de “Brinquedo não ortodoxo do dia”

- Etiqueta, cadê?
Não ligo para marcas – escolho o que mais me agrada dentro da faixa de preço aceitável [isso varia de pessoa para pessoa - para mim é cinquentinha - não pago mais que R$ 50 em qualquer coisa para ele - incluindo sapatos! Coisas menores, não podem extrapolar R$30]. Bebês, precisam de coisas em quantidade – e deixam de usá-las tão rápido que… a qualidade não precisa ser ‘indestrutível’ – tem é que ser, principalmentepara cada nova aquisição – em roupas ou briquedos – algo [em bom estado, né? faça-me o favor] segue pra outros mini-donos , confortável! Que a pele do bebê [o daqui, especialmente] é sensível…

- Promoção, promoção!!!
É sempre bom aproveitar as promoções [e garimpar as lojas físicas e virtuais em busca delas], mas é preciso não cair na armadilha de ‘já que tá barato, vou levar mais isso e aquilo e aquele outro também’ – NÃO! Vai com um objetivo e seja fiel a ele!

- Lista de prioridades
Que é pra não esquecer que todos os calçados do guri, repentinamente, deixaram de servir e, ao invés de comprar um calçado novo, comprar um… trem [que vale mais que 10 sapatos].

- Um entra, um sai
Isso eu já fazia com as minhas coisas e passei a fazer também com as do Dimi: para cada nova aquisição – em roupas ou briquedos – algo [em bom estado, né? faça-me o favor] segue pra outros mini-donos. Até guardo alguma coisa ["para o meu próximo bebê"], mas a grande maioria, vai! Lembro que, qdo eu era criança, as primas menores vestiam o que as maiores deixavam para trás… Acho isso tão bacana!

- Brechó!
Já fiz uns bons trocos revendendo coisas que o Dimi mal usou [ou nem usou - a gente guarda e é isso o que acontece] – e essa grana vai para o cofrinho dele [com o qual, nas datas comemorativas, é convertido em coisas mais 'cults': um livrinho, um brinquedo educativo ou dvd musical].

- À vista sempre! Porque coisas para crianças pequenas tem vida útil muito efêmera… se a gente parcela, a coisa acaba antes de se quitar a dívida! Daí, já viu: vira uma bola de neve. E outra: quando se compra à vista ‘dói mais’ e a gente acaba ponderando melhor sobre o orçamento mensal x a necessidade daquele gasto.

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Um adendo para o absurdo

vogue kids

Editoriais de moda com crianças maquiadas e vestidas como adultas e propagandas de tiptops que custam mais de R$ 300,00 [não tem nenhum zero a mais, não - é isso mesmo]… como se isso fosse a coisa mais natural do mundo…

Na contramão de tudo o que acreditamos, eis que descubro, por acaso, entre as revistas do salão de beleza, a existência da [e o absurdo que é a] tal da Vogue Kids…

Por favor, não deixem que isso chegue aos seus filhos e filhas!

E é claro que lá estava uma matéria com a Suri Cruise – a criança mais ‘estragada’ da atualidade – me irrita tanto a visão de mundo que dão para essa menina — que aos 5 anos pedia brincos de diamante ao Papai Cruise-Noel – que… é bom nem falar mais – por enquanto! Bebês celebridades poderiam dar um ótimo post – ou BC – né?

Beijos e… deixe o cartão em casa, o bebê, não ;]

Ju Blasina

Hoje eu sinto que cresci bastante… Hoje eu sinto que estou muito grande… Sinto mesmo que sou um gigante…

31 mar

E essa tia aqui, não é nada boa com poemas e por isso, dedica todos os poemas mais lindos do mundo, para o ‘pura poesia’, Dimizinho. Afinal, hoje ele completa 1 aninho e merece o que de mais puro, colorido, mágico e belo tem nesse mundão.

Porque ele sorri, gostoso assim, pra gente (até pelo skype).Tia ama.

Porque ele sorri, gostoso assim, pra gente (até pelo skype).
Tia ama essa criança feliz.

A tia também fez esse vídeo, junto do Pi, pra te dizer feliz aniversário. Vídeo esse, nem tão bem gravado assim, com atores nada famosos e de edição que não é de primeira… mas… vindo do coração e com todo amor do mundo.

Um cheiro, um aperto e um beijinho no passarinho azul da mamãe Ju. Passarinho que já canta lindamente (mesmo que só balbucios), já alça pequenos vôos e encanta com sua beleza e graça.

Um cheiro, um aperto e um beijinho no passarinho azul da mamãe Ju.
Passarinho que já canta lindamente (mesmo que só balbucios), já alça pequenos vôos e encanta com sua beleza e graça.

Ahh, o vídeo:

Beijos,

Tia Ma e Pi

Apenas uma Mulher

8 mar

Sentada numa cadeira simples de sua casa humilde, ela é apenas uma mulher tentando fazer o seu melhor, buscando dividir o tempo entre trabalho e família, entre contas e calendários, rezando por um melhor marido, lutando por um melhor emprego, sonhando com um melhor armário. Apenas uma mulher… Como se alguma mulher no mundo fosse “apenas” alguma coisa. Ela é mãe, é filha, é amante, é amiga, é irmã. Ela é mulher.

apenas uma mulher

Ilustração de Lorde Lobo

Mais tarde, deitada na cama que divide com as filhas, ela pensa no futuro. Não somente no seu, mas no futuro das mulheres que ainda não nasceram. No futuro de suas filhas e das filhas de suas filhas. Num futuro distante, bem distante da sua triste realidade.

Amanhã será um dia importante, um dia daqueles que exigem coragem, toda a coragem que puder reunir, e ela sabe onde encontrá-la. Com o sono roubado pela ansiedade, ela deixa a cama pé por pé, rumo as suas armas mais letais: esmaltes, batons e bobs — parecem objetos inofensivos, mas como mulher ela sabe reconhecer o poder que eles trazem.

Prepara-se para a guerra, se sente invencível e mal percebe o amanhã chegar antes do desenrolar do último cacho. Não há tempo para delongas, não há muito para o café, mas sempre há um último olhar em seu maior tesouro: as filhas, que dormem seguras na cama desconfortável. Pede a Deus que esteja com elas na sua ausência — o que, graças às tantas horas de trabalho, tem sido mais frequente do que gostaria de admitir. Se ao menos fosse melhor recompensada, poderia dar a elas uma cama melhor, uma vida melhor, um futuro melhor. Mas, por hora, tudo que pode lhes dar é um breve beijo de despedida.

Mas hoje, ah… Hoje tudo vai mudar! Manifestarão seu descontentamento com as deploráveis condições de trabalho, com o salário injusto, com a excessiva carga horária, com a proibição ao voto, com tantas coisas… Se ao menos uma delas for ouvida, serão vitoriosas! Em seus planos tudo parecia perfeito, mas a realidade é sempre imprevisível.

Alguns chamam de destino, outros, de fatalidade, mas a mulher trancada naquela fábrica chamou de fracasso.

Ela verifica novamente as portas na esperança tola de que a força de vontade possa apontar-lhes uma saída, mas não… Para seu desespero, todas as portas parecem trancadas. Neste momento, ela sabe que é o fim do caminho, todas elas sabem e talvez muitas já antes soubessem, porém, ainda assim precisavam lutar, valia a pena tentar…

O que ela não sabe é que, junto com as cento e trinta outras mulheres que sucumbiram àquele incêndio, num fatídico oito de março, ela acabava de abrir a mais importante de todas as portas. Uma porta por onde os sonhos ousam atravessar. Uma porta, através da qual ela poderá passar milhares e milhares de vezes, em outro tempo, em outra vida, em outro corpo, na força e na liberdade que habita a alma de cada mulher.

Crônica de Ju Blasina – publicada originalmente no Caderno Mulher Interativa do Jornal Agora de março de 2010.

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Um beijo em cada leitora do AG nesse 8 de março:

AG dia da mulher

Do mundo que uma criança faz um pote de lindezas

7 mar

Gente, hoje, o Pi (Pietro) da Ma (e do Renato também) completa 1 ano!

É tanto a se dizer sobre o sentir do correr desse primeiro ano (e eu bem sei, porque daqui a umas semanas é a vez do meu Dimi)… A gente fala que um filho ‘é’ dessa ou daquela pessoa, como se eles pertencessem a alguém, quando na verdade nós é que nos damos por inteiro a eles, desde o trocar do primeiro olhar… Ai, ai… Bom, não falo mais!

Eis um poema todinho para o Pi [parabéns, amadinho]:

7 de março de 2013: Parabéns Pi! [1 ano]

7 de março de 2013: Parabéns tb do AG, Pi! [1 ano]

 

Há um ano
que eu exploro
o mundo como se fosse
uma caixa de brinquedos
e outras
quinquilharias
e tantas
lindezas
tal como um pote
em que um gigante observa]
humanos feito hastes
flexíveis
e adivinha
as proezas
que uma vez livres
poderiam eles fazer

há um ano que peguei
com minhas pequenas
e rechonchudas mãos
e chacoalhei o pote
a caixa
o mundo
de algumas pessoas
que dizem ser eu
o mundo delas
enquanto me abraçam e
às vezes chocalham um pouco
também
são elas um
mundo para mim
por ora, por ora…
e o tempo corre
enquanto aprendo eu
a correr o mundo
inteiro
de mãos dadas com elas.

["Do mundo que uma criança faz
um pote de lindezas" -  de Ju Blasina]

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